Eu já falei aqui de alguns promotores culturais (da seara dos saraus) a quem muito admiro, por sua sensibilidade e inteligência, ou visão política e carisma, ou capacidade de organização e mobilização. Pelo que criam e transformam, por sua contribuição aos movimentos culturais e sociais. São líderes incontestes, de estilos variados, mais ou menos engajados, mas respeitados e eleitos por aclamação. E todos eles, do Akira ao Vlado, da Tieko ao Kelmer, do Wolf ao Rubão, da Banharoli ao Sergio Vaz, são artistas também. Hoje vou falar de alguém que faz tudo isso, sem ser poeta, nem tocar violão. Faz por prazer e por paixão. Faz por um dever que se auto-impôs, por opção. Pelo tesão de acreditar numa certa revolução. Naquela transformação fraternal que começa em cada coração e se espalha mundos afora, mentes adentro, por contato, afeto e identificação. Que transparece e transpira nos pequenos atos a cada dia, que respira e resplandesce nos pensamentos enlouquecidos, nos mais gozosos desejos íntimos e que está sempre presente nos sonhos coletivos e profundos. Hoje, eu vou falar da Cida Sarraf, que tem esse dom de mover as forças delicadas que podem comover, abraçar e mudar o mundo.

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4 ANOS DE
SARAU DA MARIA

O Sarau da Maria é uma festa bonita, pá. Um bom lugar pra se ficar de boas, na paz. Um feliz ponto de encontro de amigos novos e antigos. Quem já foi, sabe o que eu digo. Mas, como cantou o grande Dorival, sarau é que nem acarajé: o trabalho que dá pra fazer é que é.
Quem organiza, se diverte muito, mas também briga. Ora se abraça e concorda, ora diverge e se xinga. Lá, se beija bastante e se ri de montão, mas pra ficar de mal é um triz um xiz um vão. Depois de quatro anos de guerra e paz, a gente do sarau já aprendeu que isso é bem normal. Teve quem brigou, quem saiu quem chorou, quem não quis mais saber, quem voltou… E o sarau, que já tem vida própria, continuou. E continuará sem mim ou qualquer um de nós (pois já não nos pertence mais). É de todos, e caminha por si só. Mas tem uma amiga que, para mim, é a alma inquieta do sarau. A certeza mais reta da seta certeira e a súbita dúvida ultrapendular. Se um dia ela sair, fica muito sem graça continuar. Essa figura rara é a Cida Sarraf.

A CIDA

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Quando conheci a Cida, ela tinha 16 ou 17 anos. E já sabia o que queria. Ou, ao menos, o que não. Pouco mudou desde então. Já estavam nela a alegria de fazer e manter amigos, sua indignação com as injustiças, sua disposição de lutar por um mundo melhor. Sua amizade leal, é meu privilégio de décadas. As verdades de Cida são límpidas, transparentes. Nem seus defeitos ela nos esconde. Passional até a ira, excessiva até o ciúme, almeja ter de volta ao menos um pouco do imenso amor que devota. O mundo estaria salvo se tudo fosse uma simples troca. Mas não é. Ninguém se toca, né, Cida? Poucos devolvem a atenção dispensada, quase ninguém retribui a dedicação recebida. Eu mesmo, tantas vezes, me incluo nessa lista. Quanto tempo a gente gasta pra comprender que o melhor da vida é de graça, que só o amor é o que fica do turbilhão que nos ultrapassa (e esquece).
Até mesmo quando tanto tentamos e nos desentendemos, brilham faíscas solidárias de beleza e encantamento. O que eu sinto dela, nesses momentos, é que, mesmo em meio à nossa conturbada convivência, a Cida sonha e deseja apenas que os melhores sentimentos não se percam. Que fiquem, nos edifiquem e fortifiquem. Que frutifiquem, para além de nós.

Ao longo de tantos anos de amizade, lembro da Cida sempre organizando eventos, inventando festas, zelando pelos encontros, convocando os que estão distantes, reunindo os recém-chegados. Através dela, de seu encanto natural e agregador, muita gente se conheceu, até casou, ou criou cds, canções e espetáculos (solo ou em parceria), ou dançou, sorriu, discutiu questões complexas e importantes, fez a cabeça ou, simplesmente, teve tardes e noites felizes ao lado de amigos. Essa é a Cida, das festas com cantoria na casa da dona Tereza e do seu João. A Cida da confraternização de fim de ano com o ‘povo da Vila Maria’. A Cida das campanhas políticas, desde antes do Facebook. A Cida da torcida organizada pelos amigos nos festivais e saraus, da organização dos almoços, das viagens e até do futebol dos ‘meninos’ da Vila. A Cida professora, adorada pelos seus alunos. A Cida divertida, querida pelos seus amigos. A Cida do Centro Cívico, da turma bagunceira do Paulo Egydio, do pessoal da praça, do Sarabanda, do Bar Noir, do bar do Seu Carlitos, do Projeto As Marés, do Sarau da Maria, do Sarau da Unisal, do carnaval no Bloco da Maria, da Marília e do Matheus, a incansável Cida que fica superfeliz quando acontece uma roda de violão, uma cantoria sem ensaio, nem microfone. A Cida que abre espaço pra revelar artistas acanhados e a Cida que faz a diversão dos que não tocam nem cantam. Eu sei que ela é emotiva e chora com frequência, o que é característica comum aos solidários, aos que se põem no lugar do outro (e sofrem). Mas poucas vezes conheci alguém com tamanha vocação para a felicidade. Sempre que me dispo dos meus defeitos e preconceitos, procuro colaborar pra que o ‘Mundo-Cida’ se realize (sim, sempre há um ‘Mundo-Cida’ em andamento…). É um mundo muito melhor que o meu, e, principalmente, que esse tacanho mundinho-trump nosso de cada dia.

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Claro que em muitos desses grupos e eventos citados, ela nunca fez nada sozinha. Mas sempre teve o dom (e a força) de tomar a iniciativa. Que mais eu ainda poderia dizer sobre a Cida? Que ela é adoravelmente carne-de-pescoço? Ou que é superamorosa, mais-que-demais e hipergenerosa? Ou que é figurinha difícil, que incomoda, provoca, exige respostas, não suporta indiferença? Ou que, não bastasse tudo isso, ainda se casou com o meu melhor amigo? Que mais posso fazer, além de enxugar minhas tontas e tantas lágrimas e dizer mais uma vez, o quanto a admiro. E o quanto todas essas palavras são sinceras. E merecidas. Parece até que a Cida são muitas Cidas aparecidas nascidas na nossa Vila, na nossa vida…

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Sábado tem Sarau da Maria de quarto aniversário (leia AQUI o que escrevi no ano passado) e eu escolhi falar da Cida. Mas também teria muito a dizer de toda a turma boa que o organiza: Helen, Marici, Selma, Lalá, Oswa, Veronica, , Deise. E também dos queridos Roberto, Moa, Felipe Neri, Kita, Mea, Rosa, João Emilio, Vlado, Fanca. Dos que lá estão, dos que já saíram, dos que voltarão. Dos que colaboram de perto ou à distância, como Badão, Cordeiro, Luiz Afonso, Pedro Lua, Moska, Gersinho, Parpinelli, Lé Dantas, Sergio Neves, Nicolau, Leite, Alexandre Godinho. Dos muitos que esqueci de citar (perdão!). Dos amigos que dão ‘aquela força’ e comparecem, assistem, fotografam, declamam, cantam, tocam, dançam, bebem, dão ideias, criticam, conversam e fazem a festa. Eu me sinto feliz por participar dessa história bonita com vocês. Beijos e abraços a cada um. E muitos anos de vida pra nossa tão querida cantada e decantada Maria.

CONVIDADOS DO SARAU

Claro que eu quero que você vá lá pra brindar, brincar, abraçar e comer bolo. Mas eu não posso deixar de dizer que, além do ‘Momento Maria’ e do palco aberto pra quem chegar, grandes craques da canção e da literatura estarão se apresentando no sarau. Os convidados desta edição são os poetas e slammers Mel Duarte e Lucas Afonso, os músicos Ruan Trajano (que acaba de lançar um ep) e a dupla Som da Estrada (Giliane Meireles & Gusmão, mais a participação da Rosana Camilo), e o escritor Val Piccinato, lançando seu romance ‘Jesus Cristo Terrorista’. Deixo aqui alguns links e um pequeno perfil de cada um deles para que você se prepare: a noite vai ser muito boa, bebê.

 

Mel Duarte – Poeta, slammer e produtora cultural formada em Comunicação Social. Atua com literatura independente desde 2006, quando conheceu o movimento dos saraus na cidade de SP, onde nasceu e vive. É uma das organizadoras do “Slam das Minas-SP”, batalha de poesias voltada para o gênero feminino. Possui 2 livros publicados: “Fragmentos Dispersos” (de 2013) e “Negra Nua Crua” (de 2016).

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Som da Estrada – Após sete anos em outras bandas, Giliane Meireles e Valter Gusmão formaram, no ano passado, o Duo, no formato voz e violão. No repertório, canções autorais e releituras de artistas que foram influências marcantes, como Milton Nascimento, Secos & Molhados, Tom Zé e Chico César. Rosana Camilo rememora, ao lado de Giliane, canções de trabalhos antigos.

Ruan Trajano – Compositor, músico e intérprete com influências musicais e literárias que vão de Geraldo Azevedo e Gil a Baden, passando pela poesia de Bandeira, Leminski e Drummond. Acaba de lançar seu primeiro ep, Jardins e Concretos, pelo selo Cacimba, com participação da cantora Daniella Alcarpe, do sanfoneiro Pablo Moura, do baixista Edu Simões e do cantor e produtor Sapiranga.


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Val Piccinato – Escritor brasileiro, morou em Londres. Autor dos livros Anarchist (somente disponível em inglês), Johnny One, World Citizen e ‘3ª ERA’. Escreve ficção usando suas credenciais acadêmicas de bacharel e professor formado pela Faculdade de Filosofia da USP. No livro ‘Jesus Terrorista’, três histórias sobre política, espionagem e luta armada se desenvolvem paralelamente.

Lucas Afonso – MC, Agente Comunitário de Cultura, Oficineiro, apresentador do Slam da Ponta (sarau mensal, no Ponto de Cultura Reação, em Itaquera), membro dos Filhos de Ururaí (Coletivo que realiza saraus e intervenções poéticas nos vagões de trens) e Campeão do Slam Brasil 2015 e representante do Brasil na Copa do Mundo de Poesias 2016. Nascido e criado no Jardim São Carlos, em São Miguel, na ZL.

 

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ESTE BLOGUEIRO
NA TV PAX

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No dia 26 de janeiro, estive no programa ‘Um Canto de Luz’, que o cantor, instrumentista (ex-Secos & Molhados) e mágico Tato Fischer (foto) apresenta todas às quintas-feiras às 11h11, pela rádio e tv Pax. Falei de meus projetos para esse ano (encenar minha peça sobre o compositor Cartola, apresentar um programa sobre saraus na rádio Estadão, publicar um livro com meus poemas e outro com textos deste blog e fotos de Roberto Cândido), da minha participação no Sarau da Maria e neste blog, além de cantar algumas de minhas canções. Fiquei imensamente feliz por ter participado e agradeço ao Tato pela acolhida. Acompanhe como foi:

 

 

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VIRADA POÉTICA

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A primeira edição do ‘Virada Poética’ acontece neste sábado, dia 4 de fevereiro, às 17h. O mais novo sarau da cidade funciona assim: amigos poetas, escritores, músicos e artistas se encontram para conversar sobre poesia. Leem seus poemas preferidos. Músicos tocam suas canções. As pessoas dançam, conversam. Um sarau entendido ao pé da letra: “reunião festiva, geralmente noturna, para ouvir música, conversar, dançar”.

Vários grandes poetas já confirmaram presença: Abel Coelho, Beth Brait Alvim, Celso de Alencar, Charles Marlon, Claire Feliz Regina, Claudinei Vieira, Claudio Laureatti, Daniel Perroni Ratto, Diogo Cardoso, Elcio Fonseca, Esther Alcântara, Fabiano Fernanes Garcez, Gabriel Felipe Jacomel, Grazi Brum, Gustavo de Oliveira, Hamilton Faria, Luiza Silva Oliveira, Manuel Reis, Marcos Fonseca, Paulo Cesar de Carvalho, Paulo Lima, Rubens Jardim, Sergio Viralobos e Wellington Souza. Abaixo (e acima), poemas de alguns deles:

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Rubens Jardim

Até que enfim
Não dei em nada
Dei em mim

DOENTE QUERIDO
Sergio Viralobos

Há cinco anos eu não via
Uma pessoa já amada
A doença choca a vista
Mas aos poucos tudo passa

A estranheza da aparência
Vai ficando dissipada
A conversa volta ao ponto
Em que foi iniciada

Seguimos amando em círculos
E rindo da mesma piada
Passo um pano no teu rosto
E sinto minha pele encharcada

No evento, a editora Benfazeja promove o lançamento dos livros ‘Lavras ao vento, pá’, de Cesar Augusto de Carvalho, ‘Solo de Rangidos’, de Jeo Santana e ‘Histórias de Esquecimento’, de Inaldo Cavalcanti, que serão vendidos a R$30 e R$40. A casa oferece comidinhas (incluindo um delicioso lanche de pernil) e bebidinhas (água, refrigerante e cerveja em garrafa) a bom preço. O couvert artístico é de R$10, com renda dividida entre os músicos que se apresentarem. No 38 Social Clube, à rua Cel. Castro de Faria, 38, na Vila Romana.

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Ainda sobre o Sarau Virada Poética:

Nesta quinta-feira, dia 2 de fevereiro, às 10h, no Programa Toque, o radialista Clovis Ribeiro entrevista o músico Ayrton Mugnaini Jr , que contará sobre sua carreira (às 10h) e o sociólogo, escritor e poeta (na fotoCesar Augusto de Carvalho (às 11h), que falará sobre a Virada Poética, novo sarau que estréia neste 4 de fevereiro. Ouça o programa, pelo endereço www.cidadafm.com.br ou sintonizando a Rádio Cidadã FM 87,5.

 

 

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AGENDÃO

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Eis aqui a ‘superagenda dos saraus’ para o seu findi, com fotos, cartazes, links e vídeos. Devido a grande quantidade de eventos, às vezes eu posto apenas o cartaz, sempre acompanhado de um link para mais informações. Acompanhe também as muitas opções contidas na página da Agenda da Periferia. Informe-se, inconforme-se, atue e divirta-se!

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A partir de 1 de fevereiro … Exposição Fotográfica Madeira Velha … Euflávio Góis é um artista popular inspirado, cuja obra flui de sua conexão física e espiritual com a natureza (leia o que já falei dele AQUI). Essa exposição apresenta nove fotos (tiradas por ele, documentando seu processo de trabalho), três de suas esculturas e sete poemas. Tanto as peças em madeira, quanto os seus textos, nos revelam a luta e os sonhos do homem comum, superando dificuldades e mantendo acesa a chama da paixão. No 29º Tabelionato, à alameda Jauaperi, 515, em Moema.

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Quinta-feira – 2 de fevereiro – 20h … Sobrenome Liberdade #68 – Colorindo cinzas … Lançamento dos livros de Akins Kintê (Muzimba) e Mariana Félix (Mania), no sarau (com palco aberto) que acontece toda 1ª quinta-feira do mês no Relicário Rock Bar, à rua Manoel de Lima, 178, em Interlagos.

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Quinta-feira – 2 de fevereiro – 20h … Os Carpideiros – Chorinho e Samba no Bixiga … Com um repertório de choros, maxixes e choro-sambas, os Carpideiros fazem som dançante, relembrando a época de ouro da música instrumental, quando o ritmo agitava bailes e festas. A banda é formada por Vitor Enoki (sax), Fernando Werneck (bandolim), Zulu Reichenbach (cavaco), Flávio Nunes (violão de 7 cordas) e Daniel Figueiredo (pandeiro), que também integram o coletivo Xoroxangô, roda de chorinho que rola toda quinta-feira à noite em bares do centro. Na Casa Barbosa, à rua Rui Barbosa, 559, no Bexiga.

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Quinta-feira a Domingo – 2 a 5 de fevereiro … Demandas Lôca do Play – Festival SÊLA … Festival com cinco dias de ode à feminilidade em bate papos, festa e shows de artistas independentes. Na quinta, Baphyphyna (com Luana Hansen, Érica, Sanni e Amanda Mussi). Na sexta, Tássia Reis (com LaBaq, Marina Melo e Mel Duarte). No sábado, As Bahias e a Cozinha Mineira (com Sara não tem nome e Camila Garófalo). No domingo, Tiê (com Natália Matos e Sandyalê). No Centro Cultural São Paulo, à rua Vergueiro, 1000 (horários variados).

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Sexta-feira e sábado – 2 e 3 de fevereiro – 20h … Giba Ribeiro – acústico … Músico interpreta grandes clássicos da mpb e do samba de raiz. Na Carauari Bar e Mercearia, à praça Carauari, 8, na Vila Maria.

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Sexta-feira e sábado – 2 e 3 de fevereiro – 20h … Mou & Rock & Tal … O artista foi vocalista da banda Tabula Rasa, que atuou 15 anos no underground paulistano. Com a banda, Mou participou de vários festivais. Hoje faz shows acústicos, com voz e violão. No Grão Espresso, à rua Voluntários da Pátria, 3558, em Santana.

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Sexta-feira – 3 de fevereiro – 21h … Leo Fressato no Auditório Ibirapuera … O cantor e compositor performático apresenta músicas de seu primeiro disco ‘Canções Pro Inverno Passar Depressa’ e algumas inéditas. Participação de Ana Larousse, Ana Gabriela, Deeplick, Raissa Fayet, Sandyalê e Uyara Torrente. Ingressos a R$20 e R$10. Na av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, no Parque do Ibirapuera.

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Sexta-feira – 3 de fevereiro – 22h … Daniella Alcarpe e Tiê Alves … Daniela canta acompanhada pelo violonista e compositor Tiê (de quem já gravou várias canções) e pelo contrabaixista Edu Simões. Na Rua Inhambu, 229, em Moema.

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Sexta-feira – 3 de fevereiro – 23h … Cupin apresenta Caraná … Banda Cupin traz as músicas do elogiado cd lançado em 2016. Participação da banda Caraná (os shows começam à 1h). Na pista, o dj Pedro Barreira faz som brasileiro dançante com Caetano, Ave Sangria, Mautner, Paulo Diniz, Tom Zé, Tim Maia, Joao Donato e muito mais. No Stage Bar, à rua Brigadeiro Galvão, 871, entre as estações Barra Funda e Marechal Deodoro do metrô.

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Sábado – 4 de fevereiro – 14h … Workshop de Percussão Corporal … A atriz, cantora e percussionista Drika Ferreira faz música percutindo mãos, pés e outras partes do corpo, baseada em estudos de Barbatuques, Gumboot Dance, Métodos de Keith Terry e da música do círculo. São só 20 vagas, com contribuição de R$10. Na Casa Clam, av. Rotary, 98, em Guarulhos.

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Sábado – 4 de fevereiro – 13h … Feijoada, Samba + Feira D’elas … Todo sábado vai rolar feijuca (com opção vegetariana), samba e a feira D’elas, com variada produção cultural e economia criativa: moda, acessórios, artesanato, doces e plantas. Tudo com preço justo pra quem compra e pra quem vende. No Espaço D’elas, à rua Catequese, 103 (ao lado do metrô Butantã)

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Sábado – 4 de fevereiro – das 15h às 20h … Oficina (Workshop) de Produção Editorial … Curso ministrado pelo jornalista Gilberto Yoshinaga mostra os caminhos percorridos para publicar um livro. Clique no cartaz para ler mais. No Centro Cultural de Mogi das Cruzes, à praça Mons. Roque Pinto de Barros, 360.

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Sábado – 4 de fevereiro – 16h … Ensaio Aberto: Paulo Cézhar Luz & Sidarta 3/8 … O Conselho de Cultura, em parceria com Prefeitura Municipal de São Vicente, convidou músicos da região a mostrarem suas canções em ensaios abertos, onde o público tenha acesso aos bastidores das bandas, permitindo um olhar abrangente das obras e artistas. Neste sábado, Paulo Cézhar Luz (voz e violão) e Sidarta 3/8, com (Chico Nass, baixo, Dodô Karametade, bateria e Allan Lima, guitarra). Na Tenda do Itararé, em São Vicente. Entrada franca.

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Sábado – 4 de fevereiro – das 16h às 22h … Abertura – Exposição Individual – Marcio Marianno … Com origem no universo pop dos quadrinhos e animações, o trabalho de Marcio busca afirmar o sujeito artista-homem-negro, discutir sua posição na sociedade e herança histórica. Além de comidinhas especiais e cervejas artesanais, rola um som dos djs JPDJ, Morelli e Simoníssima. A exposição vai de 7 a 24 de fevereiro, com entrada franca. Na Casa Acolá – Diversão e Arte, à rua Cataguases, 48, no Jardim São Paulo.

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Sábado – 4 de fevereiro – das 16h às 22h … Concurso de Marchinhas 2017 … Tradicional concurso de marchinhas promovido pelo Bloco Nóis Trupica Mais Não Cai. Foram inscritas 27 e o grupo selecionou 12, entre elas a já famosa ‘Pinto Por Cima’, de Vitor Velloso, Gustavo Maguá e Marcelinho Guerrapin (ver vídeo). No Centro Cultural Rio Verde, à rua Belmiro Braga, 119, em Pinheiros.

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Sábado – 4 de fevereiro – das 17h às 4h … Augusta City Limits – 2017 … Inspirado nos grandes festivais que acontecem pelo mundo, busca promover bandas independentes da cena underground paulistana. Tendo por lema a diversidade, o festival não delimita nem segmenta ritmos e estilos. Com os artistas O Brechó, Berêtrio, D Nightmare Dreams, Thifany Kauany, Dolphinkids, INK, Projeto 2 Coelhos, Adamo, Victor Cali (ver vídeo), SubEclipse e Gabriel Peri e Nina Oliveira – Céu Zói. Entrada R$20 (nome na lista). Na rua Augusta, 339, centro.

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Sábado – 4 de fevereiro – 17h … Cecília, Clarice, Fernando e Federico … Quatro grandes poetas musicados pela cantora e compositora Vanessa Bumagny, num espetáculo livre para todas as idades. Entrada franca. No sesc Santo Amaro, à rua Amador Bueno, 505.

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Sábado – 4 de fevereiro – 17h … Sarau Pense Já … Com apresentação e organização de Cleyton Mendes e Carol Girassol, sarau terá pocket-show de Arthur Vital e lançamento dos livros “Vendo Pó… esia!” e “Pode Pá Que é 10” do escritor, educador e mediador de leitura Rodrigo Ciríaco. E ainda: intervenção gastronômica com Bia Souza (e seu projeto AcaraJazz) e batalha de poesia Slam Pense Já. Na Associação Cultural Opereta, à rua dr. Emílio Ribas, 168, em Poá.

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Sábado – 4 de fevereiro – 20h … Inevitável Coisa – no Menino Muquito Bar … Primeira apresentação do trio formado por Rafael Cirilo (violão, synth, voz), Zé Felipe (bateria) e Luis Felipe (baixo). Nesse novo trabalho, o grupo traz um repertório que transita da mpb ao rock, passando por muitas surpresas. Entrada franca. No Menino Muquito Bar, à avenida Vila Ema, 5090.

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Sábado – 4 de fevereiro – 20h … Abacaxepa toca no Galpão do Folias … Banda que mistura Baden Powell com Los Hermanos e Secos & Molhados com Johnny Hooker, se apresenta no Galpão do Folias. O teatro fica na R. Ana Cintra, 213, em Santa Cecília (perto da estação do metrô). Ingressos a R$10.

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Sábado – 4 de fevereiro – 21h … Juliano Gauche no Teatro da Rotina … Repleto de referências populares e poemas em prosa moderna, Juliano Gauche apresenta canções de seus dois cds, acompanhado da cantora Yasmin Mamedio. No Teatro da Rotina, à rua Augusta, 912. Entrada R$40 e R$20.

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Sábado – 4 de fevereiro – 22h … Francisco, el hombre no Cine Joia #EsquentaCarnaval … A festa Tropicalientxs chega misturando música, performance carnavalesca, tropicalismo e magia-caliente-latina. Para esquentar a noite foram convidadas as bandas Francisco, El Hombre, Concha e Emana. Lançamento do ‘Bloco Eita Fudeu!’. Ingressos de R$20 a R$60. Na praça Carlos Gomes, 82, na Liberdade.

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Sábado – 4 de fevereiro – 23h … A África é aqui – Festa de lançamento de Yannick Delass … O cantor e compositor congolês, radicado no Brasil, lança “Espoir”, seu terceiro disco autoral, acompanhado por Rafa Oliveira (bateria), Daniel Doctors (baixo) e Le Andrade (guitarra). Participação do poeta angolano Ermi Panzo, performance do congolês Shambuyi Weto e do trio feminino Mbeji. Depois, discotecagem do congolês dj Makulu.Entrada R$15, cd R$20 e camiseta R$35. No Al Janiah, à rua Rui Barbosa, 269, no Bexiga.

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Sábado – 4 de fevereiro – 23h59 … Tritono toca Ray Charles no Z … Com direção musical e arranjos de Edu Malta, show traz novas versões para os clássicos de Ray Charles: “I Can’t Stop Loving You” ganha uma levada New Orleans, com acordeon; “Unchain My Heart”, “Georgia On My Mind” e “Sweet Memories” também são revisitadas. No Z Carniceria, à av. Faria Lima, 724.

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Domingo – 5 de fevereiro – 13h … 20º Sarau do Parque (2 anos de Ocuparte) … O Movimento Ocuparte, grupo de artistas que visa ocupar o espaço público com arte e cultura, comemora 2 anos de sarau, resistência, poesia e luta. No Parque do Carmo.

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Domingo – 5 de fevereiro – 16h … Nina Oliveira no Sesc Itaquera – Grátis … Cantora e compositora mostra músicas politizadas que refletem sobre questões existenciais, sociais, raciais e de gênero. Na avenida Fernando Espírito Santo Alves de Mattos, 1000.

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Domingo – 5 de fevereiro – 18h … Breno Ruiz – Lançamento do CD Cantilenas Brasileiras … O jovem cantor e compositor, ao piano, apresenta as canções de seu primeiro cd (ouça AQUI), acompanhado por Igor Pimenta (baixo acústico) e Gabriel Alterio (bateria). No repertório, choros, modinhas e lundus que Breno compôs com o grande letrista Paulo Cesar Pinheiro (na semana passada, no sesc Santana, ouvi Zé Renato cantar a linda ‘Viola do Bem Querer‘, que está no cd. Um primor!). O show conta ainda com as participações muito especiais de Mônica Salmaso e Renato Braz (que também cantaram no cd). Entradas a R$20 e R$10. No Auditório Ibirapuera, à av. Pedro Alvares Cabral, s/n – Portão 2 – Parque Ibirapuera.

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Terça-feira – 7 de fevereiro – 20h … Sarau Toca do Autor … O sarau é organizado e apresentado pelo músico e compositor Alexandre Tarica, com o apoio do violonista Brau Mendonça e das cantoras Rosangela Alves e Regina Célia, todos membros do Grupo Roda Viva. Cada artista inscrito pode apresentar duas obras autorais (de qualquer estilo e sem censura), com microfones e violão à disposição, além de transmissão ao vivo pelas redes sociais. Esse ponto de encontro entre produtores e intérpretes, conta ainda com talentosa equipe para produzir material de divulgação com qualidade. A partir dessa edição, o evento passa a ser quinzenal. Entrada R$5. No bar do Hotel Cambridge, à rua João Adolfo, 108, próximo à estação Anhangabaú do metrô.

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Terça-feira – 7 de fevereiro – 21h … SP Choro Samba Jazz … O contra-baixista Marcos Paiva, a cantora Carla Casarim e o vibrafonista Guga Stroeter, criaram o projeto ‘SP Choro Samba Jazz’. A cada terça-feira, grupos diferentes mostram suas fusões de jazz com choro e samba. Nesta edição se apresentam Marcos Paiva Trio (21h), Guga Stroeter, Carla Casarim e Orquestra HB (21h40) e a Gafieira Allan Abbadia (22h30). No Centro Cultural Rio Verde, à rua Belmiro Braga, 119, na Vila Madalena.

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Quarta-feira – 8 de fevereiro – 21h … Carnaval de Bolso … Uma grande viagem ao universo das marchinhas, com músicas de blocos de São Luiz do Paraitinga e de São Paulo, com Suzana Salles e Paulo Padilha. No Teatro da Rotina, à rua Augusta, 912. Entrada R$40 e R$20.

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BOM FINDI A TODOS E
ATÉ A SEMANA QUE VEM!

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