filhote de lulu da pomerânia

Filhote de lulu da pomerânia – Daniel Sallai/Creative Commons

Com a verticalização das cidades, mais pessoas passaram a residir em apartamentos. Mas ninguém abre mão de ter um cachorrinho. Não há um perfil específico de pessoa ou família desejando adquirir um filhote.

Houve um aumento dos locais pet friendly e a possibilidade de levar o cachorrinho para todos os lados, incluindo viagens. E é bem mais fácil carregar alguém na bolsa com, não mais, que sete kilos.

A grande dúvida paira sobre a raça. Qual a melhor raça de cachorro para atender todos esses critérios modernos? Muitos acreditam que a solução está no tamanho. “Quanto menor, mais fácil se adaptará ao espaço reduzido”. Ledo engano!

Não é o tamanho do cachorro que ditará seu comportamento ou temperamento. É absolutamente possível ter cães de médio e grande porte morando em espaços reduzidos, se todos os cuidados forem tomados. A grande questão gira em torno do mínimo esforço. Quando o cão é pequeno, acredita-se que ele precisa de pouco espaço para gastar sua energia. Ou que, por parecer um ursinho, não precisa de atividades de cachorro. Assim sendo, um apartamento pode ter metragem suficiente para oferecer tudo o que o animal necessita. Mas não é assim que funciona na prática.

cachorro na bolsa

Cachorros pequenos podem ser carregados mais facilmente na bolsa – Isaac Everingham/Creative Commons

Não é pelo fato do cachorro ser pequeno, que ele não precisa passear diariamente. Mesmo um chihuahua de dois kilos, morando em um apartamento de 100m2 deve passear todos os dias. Não vale passear somente na bolsa. Ele precisa andar no chão. O passeio não serve apenas para gastar energia, mas para oferecer enriquecimento à vida do cãozinho. Cheiros novos, pessoas diferentes, barulhos estranhos, outros cães poderão ser encontrados somente durante o passeio.

Se o tamanho da casa ou do cachorro fosse garantia de qualidade de vida, não teríamos tantos cães de pequeno porte sendo devolvidos, doados ou abandonados. Mesmo sendo de raça.

A questão não é a raça, o tamanho ou o quão fofo o cachorro é. O que realmente pesa na rotina de um cão é a real dedicação do tutor ao animal. Passear, ensinar, oferecer brinquedos adequados, enriquecer o ambiente, compreender sua natureza e propiciar atividades para dar vazão a elas são algumas necessidades básicas a serem atendidas.

Veja alguns exemplos de raças de cachorros pequenos:

Poodle

Existem três tamanhos de cães da raça poodle, o gigante, o médio e o toy. Por ser menor, o poodle toy virou febre nos anos 90. Extremamente inteligente, o poodle se adapta fácil a rotina do seu tutor. Todavia, se o tutor não oferecer atividades para desenvolver seu potencial cognitivo, pode haver divergência entre tutores e cães, quanto a utilização de alguns objetos, como sapatos e pés de mesa.

Outro problema comum apresentado por cães dessa raça são os excessivos latidos. Isso acontece em decorrência da falta de estímulo correto e educação sem acompanhamento de um profissional do comportamento.

Buldogue francês

A raça da moda, que muitas pessoas que moram em apartamento buscam é o buldogue francês. Com seu porte pequeno, apesar de bastante forte, esse cão tem energia de um cachorro gigante. É um ótimo exemplo de tamanho não é documento.

Isso não quer dizer que um buldogue francês não possa morar em apartamento. Qualquer cachorro pode. Mas necessita de cuidados e estímulos muito bem pensados. Talvez uma creche duas vezes por semana combinado com passeios diários possa ajudar e muito.

Shih tzu

Eu sou suspeita para falar dessa raça. Eles são uns amores. Mas, como todo cachorro, se não tiver o que fazer, vai aprontar. Mas eu escrevi um post só sobre essa raça. Um spoiler: cuidado na hora da compra. Tem muita gente vendendo gato por lebre.

Shih tzu mini não existe!

Lhasa Apso

Apesar de ser uma raça de pequeno porte, os cães da raça lhasa apso são temperamentais. Afinal, seus ancestrais foram desenvolvidos para serem cães de guarda dos monges tibetanos. Então não se iluda com a fofura. Se não forem bem-educados e estimulados, podem ter comportamentos agressivos.

Lulu da Pomerânia

O famoso Spitz Alemão é a raça mais vista em shoppings e redes sociais. Muito delicados, fofos e carinhosos, os cães dessa raça ganham rapidamente o coração de todos. Mas não é raro seus tutores reclamarem de destruição e latidos em excesso. Assim como qualquer outra raça, o lulu da pomerânia deve ter atividades desenvolvidas especificamente para suas necessidades, bastante socialização e passeios. Mesmo ele parecendo um ursinho, ele continua sendo um cachorro, com comportamento de cachorro.

YorkShire Terrier

Os populares yorks são pequenos a ponte de caberem em um bolsa. Super companheiros, eles são bem elétricos e não acalmam com a idade. São cães que precisam de bastante estímulo, como brinquedos recheáveis, mordedores, passeios e socialização com outros cães. Ir para caminha é só na hora de dormir e olhe lá.

5 curiosidades sobre a raça Yorkshire Terrier

poodle

Cachorro pequeno não é sinônimo de tranquilo – Gino Wu/Creative Commons

Resumindo: existem diversas raças pequenas, fofas e que parecem incríveis para quem mora em espaços reduzidos. Mas estude muito bem a raça antes de adquiri-la. Entenda se você está preparado ou não para mudar a sua rotina, para atender as necessidades do peludo.