Câncer De Pele

Proteja a pele do sol e viva mais e melhor

Por Marcelo Levites

13/02/2017, 09h29

   

Hoje minha convidada é a Dra. Caroline Semerdjian Cividanes, dermatologista do Hospital 9 de Julho, e responsável pelo blog Pergunte ao Dermatologista.

O câncer de pele é o tipo de câncer mais comum e representa mais da metade dos diagnósticos de câncer de pele. Há 2 tipos básicos: os não –melanomas e os melanomas (que têm origem nas células produtoras de melanina, pigmento da pele). Os primeiros representam 95% do total dos casos de câncer de pele, e são em sua maioria carcinomas basolelulares e espinocelulares.

O carcinoma basocelular é o mais frequente tanto na população jovem quanto em indivíduos acima de 60 anos. Aparece geralmente em áreas expostas ao sol, como nariz, testa, lábios, orelhas, pescoço. Ele se desenvolve lentamente e raramente se espalha pelo corpo, e surge como um pequeno sinal ou machucado que não cicatriza, em geral da cor da pele, tendo facilidade para sangrar.file0001376718168

O carcinoma espinocelular ocorre nas mesmas áreas do anterior, podendo surgir também nas mãos, pernas e costas. É mais agressivo, podendo invadir os tecidos ao redor e gânglios. Em geral são manchas descamativas avermelhadas, às vezes elevadas, que não somem e crescem progressivamente.

Os melanomas são mais raros, porém são extremamente agressivos, podendo se espalhar para outras partes do corpo, daí a importância do diagnóstico precoce nesses casos. Se caracterizam por mudanças de tamanho, cor, ou forma de pintas, manchas ou sinais já existentes, ou mesmo um caroço ou ferimento que não cicatriza, em qualquer parte do corpo. Indivíduos que possuem parente de primeiro grau que já tiveram melanoma devem fazer acompanhamento médico a fim de serem examinados em busca de possíveis lesões suspeitas.

A principal forma de prevenir o câncer de pele (todos os tipos) é com o uso do protetor solar, diariamente e de preferência reaplicando a cada 4 horas. Indivíduos de peles mais claras devem ainda usar bonés e camisetas, evitando que o sol incida diretamente na pele. É importante também fazer um autoexame da pele regularmente, e notando alguma mudança de cor, tamanho, ou surgimento de sinal que não existia procurar um dermatologista para ser examinado. Se necessário, ele indicará a biópsia, que é a retirada de um fragmento da lesão pra análise. Confirmado o diagnóstico de câncer de pele, o tratamento de todos os tipos é cirúrgico. Viva mais e melhor.

Comentário(s)

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Estadão.
É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Estadão poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os criterios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Você pode digitar 600 caracteres.