Thaíde e Mariana Weickert têm seus caminhos cruzados pela televisão

André Carmona - Especial para o Estado

De origens distintas e com projetos paralelos, os repórteres de 'A Liga' não pretendem desistir do que é essencial: aproveitar as oportunidades e ser feliz

 

  Foto: Divulgação|Band

É intrigante como, por vezes, as histórias e as trajetórias de vida das pessoas, apesar de parecerem muito distantes, sem um elo visível que possa conectá-las, acabam se justapondo e, no fim, convergem ao mesmo desenlace.

Altair Gonçalves, o Thaíde, 48 anos, nasceu e foi criado na periferia de São Paulo. Nas décadas de 1980 e 1990, venceu as desfavoráveis estatísticas e, ao lado do parceiro DJ Hum, tornou-se um dos alicerces do movimento hip hop paulistano, emplacando sucessos como Senhor Tempo Bom. Um convite da MTV, no início dos anos 2000, o levou à televisão - de onde nunca mais saiu - para comandar o programa Yo!, voltado à música negra.

Em outro extremo está Mariana Weickert, 34 anos, descendente de alemães e concebida sob o conforto de uma família de classe média de Blumenau, em Santa Catarina. A beleza e a altura - 1,81 metro - logo chamariam a atenção de muita gente. Virou modelo. Andou por Milão, Paris, Londres e Nova York. Em 2004, voltou ao Brasil para se dedicar a outra carreira: a da televisão. Na mesma MTV de Thaíde. De lá para cá, alçou voos mais altos, na TV aberta e fechada.

Em 2010 e 2013, respectivamente, Thaíde e Mariana foram contratados para serem repórteres de A Liga, da Band. Após substituições na atração e inúmeros episódios, ambos foram ficando, ficando, e agradando, cada um à sua maneira. Na noite desta segunda-feira, 18, às 22h45, os dois estrelam a sexta temporada do jornalístico. Só que, agora, são eles os grandes protagonistas do programa. E, juntos, vivenciam mais essa experiência, compartilham dilemas e também sonhos. Sonhos de quem já andou por aqui, por lá, e não pretende desistir de ser feliz.

"A gente nasce pra ser feliz. No meio do caminho, encontramos coisas que nos deixam decepcionados, tristes, mas a base do ser humano é ser feliz", filosofa Thaíde. E ele encontra a felicidade no trabalho. Nos sete dias da semana, o rapper e apresentador tem atividades a cumprir: gravar uma pauta para a TV, ensaiar num estúdio, fazer um show. Melhor assim: "Se um trabalho é bom, dois é melhor. E eu não posso dispensar nem um, nem outro", conta o rapper.

Mariana Weickert também tem dois empregos: além de ser repórter em A Liga, ela apresenta um programa de moda no canal GNT, da TV paga, onde, segundo ela, a relação é mais orgânica. Muito diferente dos desafios impostos pelo jornalístico da Band. São como dois mundos. "É muito antagônico. Na temporada passada e retrasada, eu gravava os dois simultaneamente e isso me enlouqueceu. Era difícil administrar. Em um mundo, eu ia de camiseta, sem maquiagem, podrona, vivendo aquilo. No outro, tinha figurino, maquiador. E eu comecei a me questionar", relata a modelo.

Se no começo do programa Mariana era criticada por chorar muito e se emocionar facilmente, seguir como protagonista da atração não funciona como uma espécie de aprovação. "Dá um gostinho de vitória pessoal, mas nunca tive que provar que eu sou isso, não sou aquilo. No começo, eu não entendi que A Liga seria um divisor de águas na minha vida. Hoje, eu enxergo o mundo de uma maneira diferente", confessa Weickert, que emenda: "Os dois trabalhos me alimentam, mas, apesar da correria, por enquanto não tive de fazer nenhuma escolha".

Thaíde também não pensa em escolher entre a TV e a música, apesar de acharem que ele optou pela telinha. "A minha situação de músico nunca vai ser superada por qualquer outro tipo de profissão. O que acontece é que a TV toma muito tempo, porém, isso não quer dizer que você não está fazendo outras coisas; no estúdio musical não tem uma câmera mostrando o ensaio", explica ele.

Com tantos projetos, no entanto, Thaíde ainda tem tempo de sonhar: "Gostaria muito de fazer um programa musical. No estilo de Raul Gil, Chacrinha, Bolinha, Carlos Imperial, com auditório, misturando atrações consagradas e novas promessas. A TV brasileira não acredita mais na música e eu acho que eles estão redondamente enganados, comendo bola, aquelas inchadas". Haja tempo e disposição para percorrer tantas estradas.

 

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