'Não é isso que me anima', diz Roberto Justus sobre barracos no 'Power Couple'

Gabriel Perline - O Estado de S.Paulo

Apresentador comanda a segunda temporada do reality, que estreia hoje, 18, na Record TV

"Ninguém apresentou tantos reality shows como eu na TV", disse Roberto Justus ao E+, empolgado com sua nova empreitada. A partir de hoje, 18, ele surgirá na tela da Record TV à frente da segunda temporada de Power Couple Brasil, o terceiro programa do gênero em seu currículo. 

Trata-se de uma competição entre casais de artistas e personalidades da TV, que são confinados em uma mansão e disputam prêmios em dinheiro. No ano passado, os embates dantescos entre alguns participantes atraíram a audiência colocaram o Power Couple na vice-liderança isolada da audiência, ficando à frente de outro queridinho do público, o MasterChef Brasil. Gretchen, Simony e Laura Keller (vencedora da competição) foram as protagonistas dos grandes barracos. Mas não espere por um 'bis' nesta temporada.

"Não deixou de ter discussões acaloradas durante o programa. Só não partiu para a barraquice que aconteceu no ano passado. Tiveram discussões, mas não naquele nível. Teve muita emoção", explicou Justus.

E o programa vem com novidades. Aumentou de oito para 11 casais, será exibido às terças e quintas (antes era somente às terças) e terá um apresentador 'aprimorado'. "Tento sempre evoluir, me aprimorar. Eu amo fazer televisão, sempre falo que o grande profissional é aquele que ama o que faz. Eu amo a TV, me entrego bastante", avaliou.

Como está a competição neste momento? Consegue fazer um balanço desta nova temporada?

Sou muito suspeito de falar sobre o formato porque eu me apaixonei por ele. Considero o melhor formato de reality show, porque consegue juntar o confinamento com casais, jogos e desafios. A diferença é que aqui tem a meritocracia, porque se o casal vai bem nas provas ele fica na melhor suíte da casa. Se vai mal, fica no perrengue, na suíte que nem cama tem. Você luta por estar mais confortável durante o período de confinamento. Os casais descobrem habilidades mútuas que não conheciam entre si, por mais que estejam há 30 anos juntos. É uma dinâmica enlouquecedora. Aí vem o desafio de fazer uma temporada melhor que a anterior, que teve média de dois dígitos. Ficou espetacular por vários aspectos. A produção e a equipe toda aprendeu a fazer o programa ainda melhor, criamos novidades, temos mais casais e os casais renderam muito. Não pelo barraco, porque não é isso que me anima no programa. Pode até acontecer, tiveram algumas discussões e alfinetadas, mas também teve muita união. Conseguimos superar a primeira temporada em todos os sentidos.

A temporada passada tomou muita projeção por conta das discussões que tiveram na casa. E, pelo que soube, esta edição está menos barraqueira e mais competitiva...

Não deixou de ter discussões acaloradas durante o programa. Só não partiu para a barraquice que aconteceu no ano passado. Tiveram discussões, mas não naquele nível. Teve muita emoção. Eles se envolveram demais, nós exigimos demais deles nas provas e eles se entregaram. As eliminações, que chamamos de DR (direto para a rua), foram mais emocionantes.

Você sente que os atuais participantes estudaram a temporada passada do programa?

Não tenho dúvida disso, e um dos grandes desafios da produção é tentar fugir de repetir coisas. Algumas são parecidas, mas nós surpreendemos os casais. Eles vieram preparados e isso foi bom, porque tivemos mais disputas equilibradas. Foi impressionante a quantidade de coisas que eram definidas nos segundos finais das provas. 

Houve muitos conflitos entre marido e mulher? Você 'meteu a colher'?

Tiveram muitos conflitos. Eu tomo o cuidado de ser um apresentador que dá ritmo ao jogo, mas com muita isenção. Eu torço demais por todos, tento manter as oportunidades iguais. E se dou uma dica para um, tenho que dar para o outro. Nós tivemos algumas mulheres neste ano com muita personalidade, a típica mulher mandona. Os caras sofreram com elas. Teve muita pancada em cima deles. E também tiveram homens sendo vilões com suas mulheres.

Você sentiu que as mulheres desta temporada estão mais fortes?

Tem de tudo. Tem casais em que a mulher desmonta antes, casais em que o homem é mais emotivo. Achei muito equilibrado o casting. A felicidade do casting não é pela fama, mas sim o que mais se entrega e se envolve e vive o programa. Ano passado, quem ganhou o programa era o casal menos conhecido, o Jorge e a Laura. Todos eles são conhecidos de alguma forma, mas a gente não mede o desempenho deles pela popularidade.

Sente-se realizado à frente de reality shows?

Eu me envolvo demais. Quero trazer entretenimento de reality show para as pessoas em casa. Como apresentador eu tento sempre evoluir, me aprimorar. Eu amo fazer televisão, sempre falo que o grande profissional é aquele que ama o que faz. Eu amo a TV, me entrego bastante. Não é uma questão financeira que me leva para a TV, é muito mais o prazer de fazer bem feito e levar entretenimento para as pessoas. Comecei tarde na TV, com 47 anos de idade. Hoje, com 61 anos, tenho bastante coisa para fazer na TV ainda. Ninguém apresentou tantos reality shows como eu na TV. 

 

Confira abaixo uma galeria com os programas de TV que ficaram populares pelo excesso de barracos: