'Morte no Nilo': Confira curiosidades sobre Agatha Christie e o romance que inspirou o filme

Sofia Hermoso - Especial para o Estadão

Baseado no romance homônimo da escritora, o longa está disponível no catálogo do Star+

Armie Hammer e Gal Gadot em cena do filme 'Morte no Nilo'.

Armie Hammer e Gal Gadot em cena do filme 'Morte no Nilo'. Foto: Rob Youngson/20th Century Studios

O filme Morte no Nilo chegou ao catálogo da plataforma de streaming Star+ nesta quarta-feira, 20. Uma das mais recentes produções da 20th Century Studios, o longa é baseado no romance homônimo da aclamada escritora Agatha Christie e acompanha o detetive Hercule Poirot na resolução de um caso de assassinato em um cruzeiro que passa pelo rio Nilo.

A produção é estrelada por artistas como Gal Gadot, Armie Hammer, Kenneth Branagh, Letitia Wright, Emma Mackey e outros. Após passar por adiamentos, Morte no Nilo estreou nos cinemas em fevereiro deste ano e alcançou uma boa posição nas bilheterias dos Estados Unidos. 

Confira 15 curiosidades sobre a escritora Agatha Christie e o romance que inspirou o filme, agora disponível no Star+:

 

1. Esta é a segunda adaptação do livro, feita 44 anos após a primeira.

A primeira versão cinematográfica de Morte no Nilo é de 1978 e foi filmada no Egito, com a estreia do ator Peter Ustinov no papel do detetive Poirot. O elenco ainda incluiu as atrizes Bette Davis e Mia Farrow.

2. Poirot e sua autora compartilham uma indisposição. 

Assim como o detetive Poirot, a escritora Agatha Christie sofria de enjoo quando viajava de barco.

3. A família de Agatha participou da produção do filme.

O neto Mathew Prichard e o bisneto James Prichard participaram da produção de Morte no Nilo. Os dois são membros da propriedade da autora e responsáveis pela proteção de seu legado.

4. Agatha aprovou os traços de Poirot.

O bigode do detetive era tão importante que a escritora aprovou o bigode do ator Tony Randall em Os Crimes do Alfabeto, comédia de mistério de 1965 em que Tony interpretava Poirot.

5. Morte no Nilo também apareceu na rádio.

Em 1997, foi feita uma adaptaçãopela BBC Radio que estabeleceu o ator John Moffatt como a voz de Poirot.

6. O romance chegou ao mundo gamer. 

Em 2007, foi lançado um videogame inspirado no livro, dentro do gênero de jogos de encontrar objetos escondidos.

7. Agatha escolheu os atores para suas produções.

A escritora escreveu uma carta para a atriz Joan Hickson depois de vê-la em uma versão teatral de Morte no Nilo em 1946, com a esperança de que um dia ela interpretasse a personagem Miss Marple. Após 38 anos, Joan interpretou a senhora de St. Mary Mead nas adaptações das obras de Agatha pela BBC.

8. A escritora se inspirou em uma viagem. 

Morte no Nilo foi escrito depois que Agatha Christie retornou de um inverno no Egito.

9. Agatha Christie expressou sua opinião sobre o romance.

No prólogo de Morte no Nilo, a escritora descreveu a história como 'um dos seus melhores' livros de viagem.

10. A morte de Poirot foi destaque no The New York Times.

O detetive foi o primeiro – e até agora o único – personagem fictício a ter seu obituário na primeira página do The New York Times. O artigo foi publicado em 1975, no lançamento do livro como Cai o Pano: O Último Caso de Poirot, no qual o famoso Poirot morre.

11. Agatha Christie deixou um extenso trabalho.

A carreira da escritora se estendeu por cinco décadas, com 66 romances policiais, 6 romances não-policiais e 150 contos.

12. A autora se aventurou como roteirista.

Agatha também se envolveu no mundo do cinema, com um único roteiro baseado no romance A Casa Soturna, de Charles Dickens, mas a adaptação nunca chegou às telas..

13. A estreia de Agatha Christie nas telas.

A primeira história da escritora a ser adaptada para o cinema foi um conto da coleção O misterioso Sr. Quin, transformado no filme de 1928, The Passing of Mr. Quinn.

14. A estreia dos romances de Agatha no cinema.

Quanto aos seus romances, o primeiro a chegar às telas foi O Inimigo Secreto, adaptado em 1929.

15. Agatha Christie tinha uma vocação inesgotável.

A escritora considerou se aposentar aos 75 anos, mas seus livros vendiam tão bem que continuou a escrever por pelo menos mais cinco anos e fez isso até cerca de um ano antes de falecer, aos 86 anos de idade.