Monalisa Perrone deixa a TV Globo e é anunciada pela CNN Brasil

Redação - O Estado de S.Paulo

Roberto Kovalick ficará à frente do 'Hora 1'; Apresentadora terá programa diário ao lado de comentaristas de política e economia

Monalisa Perrone 

Monalisa Perrone  Foto: Reprodução de 'Hora 1' (2019) / Globo

A CNN Brasil anunciou a contratação de Monalisa Perrone nesta terça-feira, 3. A jornalista estava na Globo, onde apresentava o Hora 1, além de outros telejornais.

Segundo o novo canal, Monalisa Perrone comandará um programa diário ao lado de comentaristas políticos e econômicos e convidados diversos, debatendo temas nacionais e internacionais.

Quem assumirá seu lugar no Hora 1 será Roberto Kovalick, a partir da próxima  segunda-feira, 9. Nos próximos dias, Michelle Barros apresentará o telejornal.

"Somos gratos à Monalisa por sua trajetória [...] A ela, agradecemos a colabaração e desejamos sorte nessa nova etapa", anunciou o diretor-geral de jornalismo da Globo, Ali Kamel, em comunicado enviado à imprensa.

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Em seu Twitter, a CNN Brasil afirmou que "tem muito orgulho de anunciar a contratação da jornalista Monalisa Perrone, dona de talento e carisma reconhecidos".

Confira abaixo a íntegra do comunicado divulgado pelo diretor-geral de Jornalismo da Globo, Ali Kamel:

"É com grande alegria que comunico que Roberto Kovalick, um dos nossos mais talentosos jornalistas,  assumirá a bancada do Hora 1. 

Roberto Kovalick conquistou o respeito de todos nós com uma carreira sólida e cheia de êxitos aqui e no exterior. Começou em 1987 na Rádio Gaúcha de Porto Alegre e, pouco tempo depois, se tornou repórter da RBS-TV, também de Porto Alegre. Suas reportagens passaram a ser exibidas no Jornal Nacional e em outros jornais da Rede Globo e, em 1990, ele foi convidado para se transferir para a TV Globo do Rio de Janeiro, onde participou de coberturas marcantes como o sequestro do ônibus 174.

No ano 2000, foi transferido para a TV Globo de Brasília, para fazer reportagens investigativas.  Cobriu momentos importantes da história recente, como as eleições de 2002. 

Em 2005, Kovalick iniciou uma carreira de correspondente internacional que duraria mais de uma década. Seu primeiro posto foi em Nova York, onde cobriu, entre outros acontecimentos impactantes, a eleição do presidente Barack Obama, em 2008, e a grande crise econômica mundial.

Em 2009, foi convidado a inaugurar o escritório da TV Globo em Tóquio, onde ficou por cinco anos e teve, como cobertura mais marcante, o tsunami, que provocou o acidente nuclear de Fukushima, em 2011. Dias tensos em que tudo era difícil,  a locomoção, as comunicações e também grandes os riscos para a própria segurança. O resultado foram reportagens que marcaram a história do jornalismo na Globo (Marcos Uchôa se juntaria a ele depois na cobertura, uma dupla de excelência). 

Em 2013, foi transferido para o escritório da Globo em Londres, como repórter e chefe do escritório. Na Europa, cobriu eventos como a crise na Ucrânia, um conflito com a Rússia cujos reflexos são sentidos ainda hoje.

Desde 2016, está na Globo de São Paulo, como repórter especial do Jornal Nacional e apresentador substituto do SP2 e do Jornal Hoje. 

Como âncora, leva para o H1 toda a sua experiência, sua clareza, seu texto impecável e sua grande capacidade de comunicação. Kovalick assume a bancada na próxima segunda-feira. A ele, todo o sucesso do mundo. 

Ele substitui a jornalista Monalisa Perrone, que deixa hoje a Globo. Somos gratos à Monalisa por sua trajetória. Depois de uma carreira nas principais rádios de São Paulo, Monalisa chegou à Globo em 1999 para integrar o time de repórteres locais. Trabalhou em todos os telejornais da Globo e foi repórter do Jornal Nacional até novembro de 2014, quando assumiu a bancada do Hora 1 na estreia do telejornal. Por quase cinco anos, liderou o matutino com grande êxito. Monalisa esteve à frente das transmissões dos desfiles das escolas de samba de São Paulo nos últimos seis anos. A ela agradecemos a colaboração e desejamos sorte nessa nova etapa.

Kovalick assumirá a bancada na próxima segunda-feira. Até lá, o H1 fica nas mãos firmes e competentes de Michelle Barros."

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Zé Paulo Cardeal / Globo
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Confira a íntegra do comunicado da contratação de Monalisa Perrone enviado pela CNN Brasil: 

"A CNN Brasil anuncia a contratação da jornalista e apresentadora Monalisa Perrone. Um dos principais nomes do telejornalismo brasileiro, ela será âncora de um dos produtos jornalísticos do prime time da emissora, que já conta com a credibilidade e a competência de William Waack.

Monalisa estará presente em toda a programação multiplataforma da CNN Brasil e comandará um programa diário ao lado de um time de comentaristas de política e economia e convidados diversos, que debaterão os temas mais relevantes do Brasil e do mundo.

A jornalista deixa a Rede Globo após duas décadas, onde apresentava os telejornais Hora 1 e Jornal Nacional. Nos últimos quatro anos, comandou uma reviravolta na audiência da televisão aberta nas primeiras horas do dia. Foi com Monalisa que a Globo conseguiu retomar a liderança absoluta no horário matutino.

'A Monalisa Perrone é uma apresentadora competente que por muito tempo permaneceu na TV aberta, sempre com uma audiência de milhões de telespectadores. Sua decisão de vir para a CNN Brasil  é mais uma prova da força, da credibilidade e da seriedade da marca e do projeto que estamos desenvolvendo', destaca Douglas Tavolaro, CEO e fundador da CNN Brasil.

Formada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), começou sua carreira em rádio, com passagens por Jovem Pan e Rádio Bandeirantes. Contratada pela Globo em 1999, logo ganhou destaque por coberturas nas editorias de política e economia. Tornou-se repórter especial dos principais telejornais da emissora e, no início desta década, venceu o Troféu Mulher Imprensa por quatro anos consecutivos (2010 – 2013) como melhor repórter da televisão brasileira.

Em 2014, deixou a reportagem para assumir o Hora 1. No ano seguinte, entrou para o time de apresentadores do Jornal Hoje. No ano seguinte, foi promovida à seleta equipe de âncoras do Jornal Nacional – na qual permaneceu até a data de hoje."