Jornalistas da BBC reduzem salários após colega se demitir por desigualdade

Agência Ansa - ANSA

Carrie Gracie anunciou sua saída do canal pela diferença nos ganhos entre homens e mulheres na emissora

Carrie Grace em seu último programa antes de se tornar correspondente na China

Carrie Grace em seu último programa antes de se tornar correspondente na China Foto: Reprodução de cena da BBC News/BBC

Após a jornalista da BBC Carrie Gracie anunciar sua demissão em decorrência da discriminação salarial entre homens e mulheres, quatro dos jornalistas mais bem pagos da emissora concordaram nesta sexta-feira, 26, em reduzir seus salários.

Entre os principais repórteres estão os apresentadores Jeremy Vine e John Humphrys, o editor de notícias Huw Edwards e o correspondente Jon Sopel, afirmou a BBC em seu site.

Sopel fazia basicamente a mesma função que Gracie, no entanto, ele ganhou ano passado entre 200 e 250 mil libras, enquanto ela, na China, disse que recebeu 135 mil libras.

O mais bem pago entre os quatro jornalistas foi Jeremy Vine, que ganhou entre 700 e 750 mil libras com trabalhos na rádio e TV da emissora.

Gracie era correspondente da emissora britânica na China, e trabalhava na BBC há mais de 30 anos. Sua demissão veio por uma carta, onde afirmava que "os dados mostraram uma indefensável brecha salarial entre homens e mulheres que fazem o mesmo trabalho".    Segundo dados citados na carta, que foram divulgados em 2017, dois terços das pessoas que recebem mais de 170 mil libras por ano na emissora são homens.

Mesmo anunciando a demissão, é esperado que Gracie retorne à redação da BBC em Londres. Tony Hall, atual diretor-geral da BBC, prometeu que irá se esforçar para acabar com a desigualdade salarial no canal até 2020.