Executivo da Academia de Televisão não descarta Wagner Moura no Emmy 2017

Luiza Pollo - O Estado de S.Paulo

O E+ entrevistou Maury McIntyre e Don Mischer sobre a premiação da TV americana

   

    Foto: Divulgação/Netflix

Neste domingo, 18, a Academia de Artes e Ciências Televisivas dos EUA premia programas, séries, filmes e artistas da televisão dos Estados Unidos. O Emmy Awards deste ano foi elogiado por melhorar a diversidade nas indicações. Um exemplo é o fato de todas as categorias de melhor ator homens contemplarem negros.

O E+ entrevistou Don Mischer, produtor-executivo do Emmy Awards, e Maury McIntyre, presidente e Executivo Chefe de Operações da Academia de Televisão, sobre o assunto. Além disso, eles falaram de streaming de vídeos, televisão brasileira, e mais. 

E+: O que os telespectadores podem esperar do Emmy deste ano? Conte-nos sobre a escolha de Jimmy Kimmel para a apresentação. 

Don Mischer: Se você já assistiu a Jimmy Kimmel Live!, sabe que ele é esperto, engraçado e imprevisível. Ele tem uma ótima relação com estrelas do cinema e da televisão e produz ótimos quadros de comédia com eles em seu programa. Ele traz uma jovialidade incrível e uma sensibilidade espontânea para a apresentação de um programa como o Emmy. 

E+: O Emmy foi elogiado este ano pela diversidade nas indicações. Como vocês estão lidando com isso? Ainda há mais para ser feito?

Maury McIntyre: Nós estamos muito felizes com a inclusão que vimos nas indicações do Emmy deste ano, mas sempre podemos fazer melhor. A Academia de Televisão defende fortemente a diversidade e a inclusão entre todos os grupos, e continuamos a buscar formas de trabalhar construtivamente com estúdios, redes de TV, criadores de conteúdo e nossos membros para ver uma maior inclusão na indústria televisiva. Os indicados deste ano são uma prova do comprometimento da indústria em contar histórias que representam a grande diversidade de narrativa nos Estados Unidos e no mundo.

E+: Como o streaming de vídeo tem impactado o Emmy nos últimos anos? Especialmente levando em conta que, agora, temporadas inteiras ficam disponíveis de uma só vez e algumas séries antigas estão sendo ‘ressuscitadas’.

Maury McIntyre: A possibilidade de assistir o que você quiser quando for conveniente só aumentou o entusiasmo por muitos programas e fez com que os telespectadores e nossos membros descobrissem mais do que nunca uma gama maior de programas, conteúdo e talento.

E+: Os brasileiros sempre foram grandes consumidores de filmes internacionais, e ultimamente estamos assistindo cada vez mais programas de TV estrangeiros. Você sente que há algum tipo de pressão ou torcida dos brasileiros para que algumas séries sejam premiadas?

Maury McIntyre:  O Emmy não é  uma premiação de voto popular ou de críticos. Os premiados são escolhidos por membros da Academia de Televisão cuja experiência profissional na indústria televisiva os qualifica para votar. Dito isso, muitos dos nossos membros trabalham tanto nos Estados Unidos quanto no resto do mundo. Apesar de eles talvez não saberem de tudo que é visto fora dos Estados Unidos, atualmente existe mais consciência do que nunca em relação ao sucessos e tendências mundiais. Isso impacta o Emmy? Provavelmente não, mas vamos ver daqui a alguns anos!

E+: O que você acha da TV brasileira? Tem algum programa, ator ou atriz que se destaca e teria uma boa chance no Emmy, como Wagner Moura (Narcos)?

Maury McIntyre: Eu tento experimentar tudo que está disponível para assistir ou que é inscrito para uma indicação ao Emmy. Infelizmente, isso não me deixa muito tempo para experimentar a TV brasileira. Entretanto os telespectadores americanos e a Academia de Televisão com certeza sabem do ótimo trabalho de Wagner Moura em Narcos. Ele foi indicado para um Globo de Ouro pelo seu trabalho e, apesar de não ter uma indicação ao Emmy este ano, ainda tem 2017!

O Emmy vai ao ar neste domingo, 18, a partir das 20h, no canal pago Warner.