Ex-participantes de reality shows não conseguem vaga no Legislativo

Redação - O Estado de S.Paulo

Fama alcançada no ‘Big Brother’ e na ‘Fazenda’ não foi suficiente para vencer as urnas na eleição de 2018

Ex-participantes de realities shows fracassam nas urnas.

Ex-participantes de realities shows fracassam nas urnas. Foto: Sérgio Neves/Estadão; Fábio Rocha/Globo; Divulgação/Globo

Muitos candidatos tentaram aproveitar a onda do sucesso, fruto da participação em reality shows, para conquistar uma vaga no Legislativo. Mas a estratégia da maioria fracassou.

Renata Banhara, que esteve na quarta edição da Fazenda, tentou uma cadeira como deputada federal pelo PRB, em São Paulo. Ela teve 12.434 votos e não conseguiu a vaga. Outra ex-participante do programa, Joana Machado, que esteve na mesma temporada de Banhara, pelo MDB do Rio de Janeiro, conquistou só 1.673 votos.

Um dos candidatos que participou de dois realities, a Fazenda e Big Brother Brasil em 2017, não teve chance. O médico Marcos Harter disputou um cargo de deputado federal pelo PSC no Mato Grosso e conseguiu 16.305 votos. O advogado Ilmar Mamão, que também esteve no BBB 17, tentou uma cadeira pelo PT do Mato Grosso do Sul e teve 9.476.

Na edição mais recente do Big Brother Brasil, Mara Telles, que é cientista política, queria ser deputada estadual pelo PCdoB em Minas Gerais, porém só conseguiu convencer 4.602 eleitores.

Já Cézar Lima, campeão do BBB15, fracassou nas urnas para a vaga de deputado federal pelo PV, no Paraná, mesmo tendo conquistado 31.202 votos. A ex-BBB que teve o pior desempenho foi a advogada Adélia Soares, que participou da 16ª edição. Ela pretendia ser deputada federal pelo Patriota, em São Paulo, mas convenceu somente 709 eleitores.