Estudo mostra que personagens LGBTs atingem recorde na TV americana

AP - O Estado de S.Paulo

Levantamento da Glaad revela que aumento foi de 1,4% em 2019 na comparação com o ano anterior

Billy Porter em cena de 'Pose'.

Billy Porter em cena de 'Pose'. Foto: JoJo Whilden/FX via AP

Pose e Batwoman estão entre os programas que contribuem para um aumento na participação de LGBTs na televisão, de acordo com um novo estudo do grupo de Glaad.

Dos 879 personagens chamados 'regulares' programados para aparecer na televisão no horário nobre com transmissão nesta temporada, 90 (10,2%) são LGBT. O aumento representa 1,4 ponto porcentual em relação aos 8,8% do ano anterior (75 de 857). Essa é a maior porcentagem de usuários regulares da série LGBT que o Glaad encontrou desde o início da coleta de dados para todos os usuários regulares da série na temporada 2005-06.

"No ano passado, o Glaad pediu à indústria da televisão que aumentasse o número de personagens LGBTs e refletisse com mais precisão o mundo em que vivemos e eles responderam superando esse desafio", afirmou Sarah Kate Ellis, presidente e CEO do grupo. 

Séries como Pose, ambientada na cultura dos anos 80 e com o maior elenco LGBT de todos os tempos para um programa com roteiro, e Batwoman, com o primeiro super-herói gay em um papel principal na TV, são sinais da crescente diversidade da televisão. "Essas séries provam que os espectadores de todos os lugares continuam a responder com extrema positividade”, disse Ellis.

O Glaad está aumentando as apostas para o futuro. A empresa pede à indústria que alcance 20% de representação de personagens LGBTs vistos regularmente em séries de transmissão com horário nobre até 2025 e garanta que metade deles em todas as plataformas de TV sejam pessoas negras nos próximos dois anos.

Estima-se que 4,5% dos adultos nos Estados Unidos, aproximadamente 11,3 milhões de pessoas, se identifiquem como LGBTs, de acordo com uma nova análise do Instituto Williams na Faculdade de Direito da UCLA.

O Glaad acompanhou personagens lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e queer na TV por 24 anos e começou a divulgar sua pesquisa expandida, intitulada 'Onde estamos na TV', em 2005.