'Criança Esperança' 2016 tem o jovem como protagonista

Hyndara Freitas - Especial para O Estado de S. Paulo

Noite de apresentações que marca a campanha vai ao ar neste sábado, depois de 'Velho Chico'

Dira Paes, Lázaro Ramos, Leandra Leal e Flávio Canto promovem o projeto

Dira Paes, Lázaro Ramos, Leandra Leal e Flávio Canto promovem o projeto Foto: Ramón Vasconcellos/Globo Divulgação

Em sua 31ª edição, o Criança Esperança tem como tema central o jovem brasileiro. Com Dira Paes, Lázaro Ramos, Leandra Leal e Flávio Canto como mobilizadores - os mesmos do ano passado - a campanha pretende, além de garantir recursos às instituições, mobilizar a sociedade a conhecer o projeto e como as doações fazem a diferença nas ONGs. O programa vai ao ar neste sábado, 2.

O diretor do programa, Rafael Dragô, deixa claro que a campanha deste ano considera a crise econômica na qual o País vive, mas acredita que a vontade de ajudar é maior. "Ano passado já era um ano de crise, e a gente conseguiu ter um recorde dos trinta anos do projeto. Isso não é a toa, a gente mexeu com alguma coisa, a gente criou um engajamento", disse Dragô.

A experiência de ser um dos rostos da campanha transforma a vida, revelam os artistas. "Eu, como mobilizadora, é uma maneira de transformar esse olhar da distância entre poder fazer alguma coisa e realmente fazer algo pra ajudar", disse a atriz Dira Paes durante evento de lançamento da programa.

O ator Lázaro Ramos revelou que sua relação com o filho também reflete no projeto: "Penso muito nas crianças e também penso no melhor para o meu filho. Quando eu estou pensando no melhor para as outras crianças, eu estou pensando no meu filho também. Só funciona se for assim, a gente se doando todos os dias, e se transformando também". 

Leandra Leal se revela feliz por participar da campanha pelo segundo ano consecutivo: "Eu estou super feliz de estar aqui de novo, talvez até mais do que o primeiro ano, porque fomos conhecendo melhor o projeto. E este ano o formato que a gente chegou, pra mim, não só pensando como quem faz, mas como público, eu me sinto alvo, acho que me mobiliza".

Como o tema é o jovem brasileiro, a campanha fez questão de promover debates para melhor compreensão do que está acontecendo no universo destes jovens. A diversidade é uma das principais bandeiras do programa: nos debates e nas apresentações do show, a produção fez questão de incluir adolescentes de diferentes classes sociais, etnias, de diferentes regiões do País, desde um membro de uma tribo indígena até estudantes ativistas.

Dira Paes fala que o Criança Esperança ajuda justamente a dar visibilidade a certas realidades que nem toda população brasileira conhece, como a região amazônica. "Estamos falando de um país gigante, de um país que tem suas diferenças. A região Norte é a maior do Brasil e talvez a que mais precise dessa visibilidade que o Criança Esperança dá. Essa visibilidade, quando nós, artistas, conseguimos utilizar, sem 'pieguices', sem querer ser mais visível do que a própria causa, é um privilégio. É uma das coisas que mais me dá satisfação."

O ex-judoca Flávio Canto acredita que "o Criança Esperança serve como uma inspiração e exemplo para todos. Enquanto não nos sentirmos responsáveis, vamos sempre olhar com distanciamentos para tudo e para todos. Eu acho que todos os quatro têm a vontade de ver as coisas melhorarem".

Arrecadação. Em 30 anos de campanha, foram mais de R$ 300 milhões arrecadados no Brasil em mais de cinco mil projetos sociais, beneficiando mais de 4 milhões de crianças. 

As instituições atendidas mudam anualmente e a escolha é feita por uma equipe da UNESCO sob critérios de relevância, localização e tipo de serviços. Uma mesma instituição não pode ser atendida mais de uma vez.

As doações podem ser feitas durante o ano inteiro, mas a campanha de arrecadação ganha destaque na emissora Globo no mês de junho. Os valores das doações começam em R$ 7, e podem ser feitos por telefone ou internet.