'A Favorita' é a próxima novela do 'Vale a Pena Ver de Novo'; relembre trama

Rafael Nascimento - Especial para o Estadão

Novela de João Emanuel Carneiro teve seu último episódio exibido em janeiro de 2009 e marcou a televisão brasileira com as personagens principais vividas por Patrícia Pillar e Claudia Raia

A novela 'A Favorita' (2009), escrita por João Emanuel Carneiro, será reprisada no 'Vale a Pena Ver de Novo', da TV Globo, substituindo 'O Clone' (2002), a partir de 16 de maio.

A novela 'A Favorita' (2009), escrita por João Emanuel Carneiro, será reprisada no 'Vale a Pena Ver de Novo', da TV Globo, substituindo 'O Clone' (2002), a partir de 16 de maio. Foto: TV Globo/ Frederico Rozario

Em 16 de janeiro de 2009 chegava ao fim A Favorita, a primeira novela da faixa das 21h da TV Globo do autor João Emanuel Carneiro, que também escreveu outros sucessos como Da Cor do Pecado (2004), Cobras & Lagartos (2006) e Avenida Brasil (2012).

A Favorita marcou a história das telenovelas brasileiras por trazer um conflito inédito, até então, no centro da narrativa: Cláudia Raia  e Patrícia Pillar deram vida às persoangens Donatella e Flora, duas rivais, ex-amigas de infância e uma ex-dupla sertaneja na juventude.

Na trama, as personagens se acusavam por um crime cometido no passado, porém, apenas uma está dizendo a verdade, e este foi o grande mistério que segurou a audiência ao longo da novela, e até mesmo quando a verdadeira assassina foi finalmente revelada.

Uma delas havia matado Marcelo Fontini (Flávio Tolezani), o marido de Donatela (Cláudia Raia) e amante de Flora (Patrícia Pillar), que ficou 18 anos presa pelo assassinato, jurando ser inocente do crime.

Essa grande história que é lembrada até hoje por quem acompanhou a novela, será reprisada no Vale a Pena Ver de Novoa partir do dia 16 maio, substituindo outro grande sucesso que está em reprise, O Clone (2002), de Glória Perez.

Para relembrar, confira a seguir os principais pontos da trama de A Favorita. Se você não viu a novela, cuidado com os spoilers.

 

 

Donatela x Flora

O antagonismo das personagens Donatela (Claudia Raia) e Flora (Patrícia Pillar) foi o fator responsável pelo grande sucesso da novela 'A Favorita' (2002). Elas eram ex-amigas de infância e que fizaram uma dupla sertaneja na juventude.

O antagonismo das personagens Donatela (Claudia Raia) e Flora (Patrícia Pillar) foi o fator responsável pelo grande sucesso da novela 'A Favorita' (2002). Elas eram ex-amigas de infância e que fizaram uma dupla sertaneja na juventude. Foto: Rafael França/ TV Globo

Na primeira parte da novela Flora (Patrícia Pillar) era uma mulher doce, com aparência inofensiva, que deixava dúvidas se realmente havia cometido o crime pelo qual ficou presa por quase duas décadas.

Já Donatela passava a impressão de ser deslumbrada, um pouco arrogante e fútil. Seu maior medo era que sua filha, Lara (Mariana Ximenes), se aproximasse de Flora. A jovem era filha biólogica de Flora com Marcelo, o ex-marido morto de Donatela. Com a prisão da personagem de Patrícia, Lara foi criada pela personagem de Cláudia.

 

A grande reviravolta

Em um certo momento da trama, Flora consegue destruir a reputação de Donatela, e é neste momento que acontece o clímax de toda a história: a verdade é revelada e a personagem de Patrícia Pillar confessa que realmente foi a assassina de Marcelo Fontini.

Daí em diante, Donatela passa a tentar desmarcarar a verdadeira vilã da novela e limpar sua reputação. A partir da revelação, Flora muda o comportamente e comete diversos novos crimes.

No final da trama, Flora volta para a cadeia afirmando que seu nome é Donatela. A cena final da novela reforça a obsessão da personagem de Patrícia Pillar pela a de Cláudia Raia. Em um flash-back, Flora, ainda criança, afirma para Donatela: “você é a minha favorita”.

 

 

Crimes da antagonista

Os assasinatos cometidos por Flora não pararam no ex-marido de Donatela.  Ela matou o médico Salvatore (Walmor Chagas) e armou para que Donatela fosse acusada e presa pelo novo assassinato.

Outra morte causada por Flora foi a de Gonçalo (Mauro Mendonça), o pai de Marcelo. Na cena, a vilã convence o empresário, ao aparecer com um roupão todo ensanguentado, que matou a facadas sua mulher e sua neta Lara (Mariana Ximenes). Gonçalo tem um ataque do coração e morre.

Flora também matou a personagem de Juliana Paes, a jornalista Maíra. A vilã acreditava que Maíra poderia descobrir seus crimes com suas investigações e decide exterminar a jornalista. 

Primeiro, ela atropela Maíra, que fica em estado grave, mas sobrevive. Quando a jornalista começa a se recuperar do atropelamento, a vilã se disfarça de enfermeira, invade o hospital e desliga as máquinas que mantinham a personagem de Juliana Paes viva.

Silveirinha, o personagem vivido por Ary Fontoura, é o fiel escudeiro de Flora, mas nem ele se salva das maldades da vilã. Depois de ficar rica e comprar um rancho, a malvada começa a desprezar seu, até então, amigo. Entre humilhações e xingamentos, a antagonista chega inclusive a esfaquear o cúmplice.

Outro crime que choca é quando Flora decide matar o próprio pai Pedro (Genézio de Barros), ao tentar envenená-lo com uma torta.

E nem os animais se livraram das maldades de Flora. Após descobrir que Zé Bob (Carmo Dalla Vecchia) está do lado de Donatela, Flora decide se vingar do jornalista e resolve atingi-lo no seu maior ponto fraco: sua cadelinha Vilma.

A malvada pede então para que Dodi (Murilio Benício), que posteriormente também foi morto pela vilã, cumpra o serviço e o malandro mata a pet.