Victor Dzenk busca inspiração no universo equestre para sua coleção de inverno 2015

Maria Rita Alonso - O Estado de S.Paulo

Estilista mineiro abusou de tons terrosos e plissados para seu desfile de estreia na SPFW

Estilista mineiro abusou de tons terrosos e plissados para seu desfile de estreia na SPFW

Estilista mineiro abusou de tons terrosos e plissados para seu desfile de estreia na SPFW Foto: Estadão

Com um vídeo temático que trazia cavalos levantando areia, o estilista Victor Dzenk iniciou sua apresentação de estreia na semana de moda paulista. As referências equestres não paravam por aí e deram o tom de todo o desfile, principalmente a raça Mangalarga Marchador, a preferida do estilista. 

Nasceram daí os tons da coleção, que provinham dos tons terrosos, os mesmos do vídeo inicial, e iam aumentando em intensidade com marrons mais vivos e mais escuros. A evolução chegou ao laranja e até ao preto, que fechou a passarela. 

Victor Dzenk busca inspiração no universo equestre para sua coleção de inverno 2015

Victor Dzenk busca inspiração no universo equestre para sua coleção de inverno 2015 Foto: Estadão

A pelagem do cavalo surgiu também em estampas abstratas, criadas em cima de tecidos finos como o devorê em seda. A delicadeza do tecido entrou em contraponto com o couro das saias de comprimento mídi plissadas. A técnica, aliás, permeou o desfile do começo ao fim, dando um toque 70´s a tudo. O tom ficou mais sério ao decorrer do desfile, as prints equestres deram vez às geométricas, e os shapes, antes mais leves, ganharam ares mais sisudos. 

Martial Trezzini/AP
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Ponchos, chapéus e pelerines foram os acessórios-chave da coleção, e mostravam claramente a evolução da marca, que veio mais adulta e menos estampada para a semana de moda paulista. Os caftans esvoaçantes e maximalistas abriram espaço para uma moda mais austera, com pontos que inevitavelmente remetiam à herança equestre da Hermès