Verão 2015/2016: camisas de manga curta para espantar o calor

Marília Marasciulo - O Estado de S.Paulo

Nada de corte reto e manga larga! A peça surge em versões moderninhas e pode ser alternativa para pólos e t-shirts

O guada-roupa masculino está cheio de roupas polêmicas, daquelas que os homens adoram e as mulheres nem sempre aprovam. Junto com as regatas e os sapatênis, as camisas de manga curta entram na lista de itens que exigem cuidado para cair bem. Tire do closet os modelos de corte reto e manga comprida e larga, que deixam o visual supercareta. Esqueça também a versão kitsh, colorida e de seda que é a cara dos anos 1980. Para o próximo verão, as camisas surgem modernizadas, com silhueta ajustada e estampas moderninhas. “Eu gosto e tenho muitas”, diz o consultor de moda Arlindo Grund, apresentador do programa Esquadrão da Moda, do SBT.

 

Para ele, a peça tem a cara dos dias quentes e o segredo para que funcione está no caimento e na modelagem slim. "O problema das camisas de manga curta é que o homem tem preguiça de provar na hora de comprar e acaba levando um número maior, que dá um ar de desleixo", explica. Antes de decidir investir em uma, veja se as mangasestão dois dedos acima do cotovelo e com, no máximo, dois dedos de largura entre a camisa e o braço. Se o homem for mais fortinho, o cuidado deve ser redobrado para não correr o risco de virar baby look.

 

 

Para montar produções descoladas, os mais altos podem apostar em camisas com o colarinho fechá-las até o último botão para um efeito descolado. A dica de Grund para os que querem alongar a silhueta é deixar a gola aberta e usar uma camiseta com cor contrastante embaixo. Se for deixada para fora da calça, atenção ao comprimento: não deve passar da linha do quadril, ou o efeito pode ser meio ultrapassado.

Por ser mais informal, o ideal é usar a camisa de manga curta em ambientes descontraídos, combinada a bermudas ou calças curtas. Estampas e texturas diferentes também ajudam a variar o visual e deixá-lo ainda mais moderno, sempre com cuidado para não ficar over e correr o risco de voltar ao folclore das camisas de seda. “Uma sugestão é passar algum tempo se olhando no espelho para garantir que a silhueta está equilibrada. O importante é o homem se sentir à vontade e seguro daquilo que está vestindo”, diz Grund.