Troca troca criativo

Mariana Belley - O Estado de S.Paulo

Parcerias entre universidades de moda são cada vez mais procuradas por quem quer internacionalizar o currículo

"Não tem como uma escola sobreviver sem ter uma cooperação internacional" - Foto: Reprodução/London College of Fashion

"Não tem como uma escola sobreviver sem ter uma cooperação internacional" - Foto: Reprodução/London College of Fashion Foto: Reprodução/London College of Fashion

Para conquistar uma carreira profissional bem sucedida é preciso antes investir nos estudos e nas mais diversas formas de adquirir conhecimento. Melhor ainda se isso acontecer em mais de um país. Com o crescimento do intercâmbio entre universidades nacionais e estrangeiras, o estudante encontra diferentes formatos de ensino, consegue aprimorar uma segunda língua, conhece uma nova cultura e ainda enriquece (em muito) seu currículo.

Hoje, universidades brasileiras fazem cada vez mais parcerias com universidades do exterior visando essa diferenciação no mercado e na vida de seus alunos. "Não tem como uma escola sobreviver sem ter uma cooperação internacional. O nosso dever é preparar o aluno para atuar em qualquer país e em qualquer circunstância", acredita Lourdes Zilberberg, diretora de internacionalização da Faculdade Armando Álvares Penteado, a FAAP.

Lourdes explica que o processo de internacionalização não consiste só nas parcerias internacionais, ou seja, enviar o aluno para estudar em outro país, mas também é internacionalizar o currículo e dividir conhecimento com a vinda de alunos estrangeiros para a faculdade, criando um ambiente cultural e diversificado. Entre os países que a faculdade firmou parceria estão: Inglaterra, França, Espanha, Dinamarca e Itália.

Para a dupla titulação, a faculdade tem parceria com a London College of Fashion onde o aluno passa um ano na Inglaterra e ganha 2 diplomas, um brasileiro e um inglês.

Mas o inverso também é bem-vindo. A universidade tem mais de 40 nacionalidades em seu campus ou 400 alunos estrangeiros por ano. Lourdes diz que a faculdade de artes plástica, onde se encontra o curso de moda, é um dos que recebe mais estrangeiros. E os norte-americanos são a maioria.

Já o Centro Universitário Belas Artes, além de oferecer e receber parcerias internacionais, também promove concursos culturais, como é o caso desse último com o Qatar, feito em conjunto com o Ministério da Cultura, Artes e Patrimônio do Qatar, o Qatar Museums Authority (QMA). A ação, chamada 'KHEIT 2014', reúne 20 alunos do curso de graduação Design de Moda, além de 16 alunos do mesmo curso na Virginia Commonwealth University Qatar (VCUQ), nos Estados Unidos. A competição desafia os estudantes a criarem croquis de looks inspirados na mistura da cultura dos dois países. 

O desafio "enriquece o universo cultural do aluno e traz outras experiências. Quanto mais eles tiverem formação cultural, melhor pra sua formação", diz Valeska Nakad, coordenadora do curso de Design de Moda da universidade.

Como participar. Deve partir do aluno o interesse em entrar nos programas de parceria. Em geral, eles precisam procurar o departamento internacional dentro da universidade, falar fluente a língua do país para o qual vai viajar e não ter dependências na faculdade. "Apresentar documentos, como histórico escolar, currículo de trabalho, carta de apresentação e o portfólio, é o passo seguinte. As principais escolas de moda do mundo olham muito para o portfólio."