Sephora fecha lojas dos EUA para treinamento em diversidade

Agência - AP

Ação ocorre pouco mais de um mês após a cantora SZA relatar que foi vítima de racismo em uma loja na Califórnia

Loja de cosméticos da Sephora na cidade de Washington.

Loja de cosméticos da Sephora na cidade de Washington. Foto: Anna-Rose Gassot/AFP

A marca de cosméticos Sephora fechou suas lojas nos Estados Unidos por uma hora na manhã desta quarta-feira, 5, para sediar "oficinas de inclusão" para seus 16 mil funcionários. A ação ocorre pouco mais de um mês após a cantora SZA relatar que foi vítima de racismo em uma loja na Califórnia.

A varejista de beleza disse que o treinamento esteve em desenvolvimento meses antes do episódio com SZA, o que prejudicou os esforços da empresa para se posicionar como uma defensora da diversidade.

A Sephora, que pediu desculpas à SZA no mês passado, disse que o incidente "reforça porque o pertencimento é agora mais importante do que nunca".

Além do fechamento das lojas, a empresa disse que também fecharia seus centros de distribuição e o escritório corporativo para as oficinas a fim de discutir o que significa pertencer ao contexto de "identidade de gênero, raça e etnia, habilidades de idade e muito mais".

A Sephora forneceu poucos detalhes sobre as oficinas, que foram fechadas para o público. A empresa disse que elas seriam seguidas por "futuros momentos de treinamento" para os funcionários, mas não respondeu sobre o que seria ensinado, quem conduziria os workshops e como eles seriam projetados.

A empresa, que pertence ao grupo de luxo Moët Hennessy Louis Vuitton LVMH, coloca a diversidade como parte de sua marca há muito tempo. Há dois anos, a companhia ajudou a lançar a linha Fenty da Rihanna, conhecida por sua gama de bases que variam os tons do marrom claro ao profundo.

Após o caso de racismo denunciado por SZA, Rihanna enviou para a cantora um vale-presente da Fenty. "Vá comprar Fenty Beauty em paz, sis! Com amor, Rihanna", escreveu ela no bilhete que acompanhou o presente.