Seleções vestidas pela Nike usarão tecnologias desiguais na Copa

Sergio Amaral - Especial para O Estado de S.Paulo

Uniformes de Arábia Saudita, Austrália e Coreia do Sul são feitos de material mais leve e mais respirável

Nawaf Alabid, jogador da seleção saudita, com o uniforme assinado pela Nike cuja versão 2018 tem o novo material Astro Mesh

Nawaf Alabid, jogador da seleção saudita, com o uniforme assinado pela Nike cuja versão 2018 tem o novo material Astro Mesh Foto: Atsushi Tomura/Getty Images cedida pela Nike

Mesmo feitos pela mesma empresa, a Nike, os uniformes de dez seleções classificadas para a Copa da Russia têm outras variações além das cores e estampas usadas em cada um deles: as tecnologias empregadas têm diferentes níveis de avanço.

Apenas três deles, os da Arábia Saudita, Austrália e Coreia do Sul, são feitos de um material novo e um tanto misterioso, o tecido Astro Mesh Dri-Fit, sobre o qual não há detalhes, com exceção de que ele conta com um tipo de aplicação de emblema 64% mais leve e 65% mais respirável [supostamente em comparação aos suas versões anteriores].

As seleções do Brasil e de outros seis países, entre eles Portugal, França e Inglaterra, são feitos de uma tecnologia largamente aplicada em produtos da grife esportiva, o Vaporknit, que combina respirabilidade com leveza e mobilidade. 

Quando questionada sobre o por que do uso de tecnologias distintas para uniformes de uma mesma modalidade, a marca se limitou a informar que aposta “em oferecer a melhor tecnologia da Nike para a maioria das federações a fim de garantir a melhor performance para todos os atletas dentro de campo”.

Neymar num dos uniformes da seleção brasileira para a Copa 2018. Criados pela Nike, usam tecnologia Vaporknit Dri-Fit

Neymar num dos uniformes da seleção brasileira para a Copa 2018. Criados pela Nike, usam tecnologia Vaporknit Dri-Fit Foto: Imagem cedida pela Nike