'Quero tirar aquele estereótipo de que a mulher é frágil', diz Camila Queiroz

Anna Rombino - Especial para O Estado de S. Paulo

Atriz, que é a nova embaixadora da Reebok, fala sobre empoderamento e força feminina

Camila Queiroz é a nova embaixadora da Reebok

Camila Queiroz é a nova embaixadora da Reebok Foto: Caio Ramalho/Divulgação

A gigante fitness Reebok está com um posicionamento, trazendo para o seu time mulheres de diferentes profissões e com variados tipos físicos que incentivem o público a encontrar a melhor versão de si. Entre elas estão a top Gigi Hadid, e as atrizes Gal Gadot e Danai Gurira. A mais nova integrante do time da marca é a atriz brasileira Camila Queiroz, que falou ao E+ sobre empoderamento feminino, representatividade e carreira. 

Confira:

Como você se sente fazendo parte do time da Reebok? 

Foi um convite deles, eu não esperava. Fiquei muito feliz porque acompanho o trabalho deles com a Ariana [Grande], com a Gigi [Hadid], com a Gal Gadot e com a Paolla [Oliveira]. Estou muito feliz de ver como eles estão chegando no Brasil com mais força e, quando me convidaram para fazer parte do time, fiquei muito feliz.

As campanhas da marca falam sobre a força feminina. Como você enxerga isso?

Realmente é uma marca que quer trazer uma mensagem a cima do esporte, eles querem trazer as mulheres para o foco e deixar a gente mais confortável. Antes de topar, levantei algumas questões que achava muito importante, principalmente a da representatividade, e eles já tinham todos os tipos de mulheres na campanha, foi uma coisa que me deixou muito feliz. 

Por que você acha que a representatividade é importante? 

Porque a gente tem que falar com todo mundo. Eu sempre fui comprida e magrela, e muitas vezes não me deixaram falar porque, como eu estou no padrão, então não teria direito. E não é uma escolha minha, é minha genética. Não é porque eu sou assim que eu não enxergo que a gente precisa falar de outras coisas. Eu acho que cada vez mais isso está mais forte, eu fico muito feliz. 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Você é feminista?

Não posso dizer que sou feminista porque não vou em marchas, mas eu torço pela mulher, e estamos levantando a bandeira da força feminina, quero tirar aquele estereótipo de que a mulher é frágil. A mulher não é frágil. Frágil é o caramba! A gente faz tanta coisa! E eu torço para que a gente seja reconhecida, que consiga conquistar a igualdade, que eu acho que é fundamental. 

Você começou a sua carreira de modelo muito nova. O que falaria para a Camila de onze anos atrás? 

Faz tudo igual! Você chegou onde queria, você passou por onde quis, e você plantou todas as sementinhas do bem. Claro que não colhi tudo ainda, estou plantando, é um caminho longo, difícil, mas eu faria tudo igual. Então falaria para ela não ter medo, se jogar, que ela vai passar por muita coisa, mas vai ser muito lindo no final. 

Quais são seus sonhos no momento?

Eu sou muito sonhadora, quero formar uma família, ter meus filhos, minha casa, e tenho muitos personagens que eu tenho vontade de fazer. A gente não pode ter ansiedade de fazer as coisas logo, tem que ser um passo de cada vez. Eu to indo para a minha quarta novela em três anos, casei, tenho 25 anos, estreei no teatro, é um passo de cada vez, mas a gente não pode parar de sonhar.