O futuro da beleza é premium, aponta consultoria de tendências

Redação - O Estado de S.Paulo

Pesquisa da Euromonitor prevê crescimento considerável do segmento no mundo

A empresária Emily Weiss, a fundadora do blog Into the Gloss e criadora da marca Glossier, um dos exemplos citados na pesquisa da Euromonitor

A empresária Emily Weiss, a fundadora do blog Into the Gloss e criadora da marca Glossier, um dos exemplos citados na pesquisa da Euromonitor Foto: Amy Lombard/The New York Times

Produtos e cosméticos premium são a mais quente tendência no mercado de beleza. A informação é uma das principais conclusões apontadas por uma nova pesquisa da Euromonitor, uma consultoria global de inteligência estratégica.

De acordo com o estudo, essa “premium-nização” do setor tem como pilares a curadoria de produtos, exemplificada pela boutique paulistana Dominique, e a personalização, como a oferecida pela Lancôme com sua Le Teint Particulier, uma base customizada com 8 mil variações de tons de pele, mais três níveis diferentes de cobertura e de hidratação.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Bathroom Goals ‍♀️ #dominique #paraísodabeleza #cleanbeauty #naturalbeauty #felicidade

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Outras ideias fundamentais desse mercado de produtos sofisticados inclui a da saúde como uma nova riqueza, caso da marca natureba de produtos para os cabelos e maquiagens Lola, e a experiência de compra e comunidade, como a promovida pela Glossier, nascida a partir de um blog de beleza.

Segundo as projeções da Euromonitor, esse mercado premium deve superar o de produtos massa em crescimento nos próximos cinco anos em quase todas as regiões avaliadas, com exceção do Oriente Médio e África. Somando-se os dois segmentos, os negócios de beleza movimentaram mais de 465 bilhões de dólares globalmente apenas em 2017.

Países da América Latina respondem por uma fatia de cerca de 14% desse volume, mas registram expansão acima da média global entre 2016 e 2017, especialmente no segmento de perfumaria. Apesar de registrar o menor crescimento entre Argentina, México, Colômbia e Chile (nesta sequência), o Brasil ainda é responsável por nada menos que 49% das vendas de produtos de beleza na América Latina.