O estilo de Juliana Awada, a nova primeira-dama da Argentina

Giovana Romani - O Estado de S.Paulo

Herdeira de uma empresa têxtil e apaixonada por moda, a mulher do presidente eleito Mauricio Macri vem roubando a cena no universo político

Comemoração: o casal Mauricio Macri e Juliana Awada com a filha, Antonia, no último dia 22, após o anúncio da vitória dele na eleição presidencial da Argentina.

Comemoração: o casal Mauricio Macri e Juliana Awada com a filha, Antonia, no último dia 22, após o anúncio da vitória dele na eleição presidencial da Argentina. Foto: REUTERS/Ivan Alvarado

Quando tomar posse no próximo dia 10 de dezembro, o recém-eleito presidente da Argentina, Mauricio Macri, não estará sozinho no centro das atenções. Assim como na campanha e nas últimas aparições oficiais, ele dividirá os holofotes com sua bela e jovem mulher, Juliana Awada, 41 anos, considerada pela imprensa de moda uma das mais elegantes do país. De Eva Perón a Cristina Kirchner, as primeiras-damas argentinas despertaram paixões entre os eleitores. E, ao que parece, Juliana tem tudo para seguir a mesma tendência. 

A começar pelo fato de ser, ela mesma, passional e espontânea. Ao fim do último debate antes das eleições, dia 15, subiu no palco e tascou um beijaço no marido - talvez o momento mais acalorado de toda a corrida presidencial travada entre Macri e o oponente, Daniel Scioli. Em sua conta no Instagram, seguida por 86 mil pessoas, Juliana costuma dividir momentos da vida em família, sem expor, nem esconder demais a família - ela é mãe de Valentina, fruto de um relacionamento anterior, e de Antonia, do casamento com o presidente eleito. Em todas as fotos, aparece impecável, na melhor linha ‘chique e cool’ adorada pelos fashionistas.

Nada de ostentação. Fora uma ou outra bolsa da grife francesa Hermès, Juliana costuma usar looks sóbrios e adequados à cada situação: calça de alfaiataria e camisa branca para subir no palanque; conjunto verde militar para caminhar entre lhamas na província de Jujuy; jeans skninny, tênis e poncho étnico para ir ao povoado de Humahuaca; bata branca de linho e renda para ir às urnas no dia das eleições… Tudo combinado com joias discretas e poderosas, acessórios sofisticados e penteados despojados. Juliana parece nunca errar.

Pudera. Pertence à elite e sempre frequentou as altas rodas da moda no mundo. É filha de um imigrante libanês que, nos anos 1960, deu início a um império têxtil na Argentina. Cresceu cercada de moda e arte, estudou em colégio bilíngue, passou uma temporada em Oxford, foi a desfiles e eventos do eixo Paris-Londres-Nova York e, atualmente, participa da área criativa do negócio familiar, prestando consultoria no desenvolvimento das peças. 

Quinze anos mais nova que o novo presidente 'hermano', Juliana começou o namoro com Macri em 2009, durante idas e vindas à academia que frequentavam em Barrio Parque, bairro nobre de Buenos Aires, onde ambos moravam naquela época. Da esteira para o altar foi um pulo. Os dois se casaram em 2010, ela logo tornou-se primeira-dama de Buenos Aires e, agora, mostra-se à vontade no caminho para a Casa Rosada. Para não dizer que sua trajetória é irretocável, recentemente a confecção da família Awada foi acusada de empregar trabalhadores de forma irregular. Sem provas, o processo acabou não indo adiante. Pelo menos até agora, nada parece ofuscar o brilho comedido da primeira-dama.