'Na minha vida não existe 'não pode' nem 'tem que'', diz Fernanda Souza

Anna Rombino - Especial para o Estado de S. Paulo

Apresentadora lança linha de batons e fala sobre sua relação com maquiagem

A aprentadora do programa 'Vai, Fernandinha!' lançou três cores de batom

A aprentadora do programa 'Vai, Fernandinha!' lançou três cores de batom Foto: Instagram.com/fernandasouzaoficial

A apresentadora Fernanda Souza se diz viciada em batons, e costuma apostar em cores diferentes para o dia a dia, sem medo de ousar. Agora, ela lança três tons exclusivos de batons líquidos para a Quem Disse, Berenice?, que estão à venda nas lojas físicas e no site da marca. Para o E+, Fernanda falou da sua relação com a beleza e dispara: "A maquiagem não pode virar um drama". 

 

Você sempre gostou de maquiagem? Como começou a se interessar pelo assunto? 

Deve ser genético, porque, desde que me entendo por gente, minha mãe não sai de casa sem batom vermelho, ela ama. Minha sobrinha também é viciada.  Eu tenho uma memória de, com cinco anos, andar pela casa com uma bolsinha de palha cheia de batons. Mas, quando eu estava com uns 14, comecei a ter vergonha de usar batom por causa da minha boca carnuda. Eu já nasci na moda do bocão, nunca precisei fazer preenchimento! Mas tinha vergonha, não queria chamar atenção. 

Em 2014, quando apresentei o The Voice Brasil, comecei a usar, porque valorizava o look e, como eu ficava muito em close, era sempre o ponto alto da minha produção. Eu fui gostando e hoje sou viciada, é a primeira coisa em que penso quando escolho minha roupa. 

Como é a sua relação com a maquiagem? Usa todos os dias? 

Eu não sou uma pessoa que não sai de casa sem nada. Como eu me maquio sempre, por causa do meu trabalho, não é raro eu sair de cara limpa. Na minha vida não existe ‘não pode’ nem ‘tem que’. A make não pode virar um drama. No dia a dia eu faço a pele, porque tenho melasma, passo um blush e um batom para dar um up. Eu gosto de me maquiar, mas se eu sair sem maquiagem, não sofro por causa disso. Não sou expert, mas gosto de tentar. 

Que conselho de beleza você daria para as pessoas?

Não ter medo. Hoje em dia eu sou viciada em batons, tenho até minha própria linha! Mas e se, na época do The Voice, eu não tivesse ouvido meu maquiador? Talvez eu teria medo até hoje, e não estaria participando deste projeto. Mulherada, o grande lance é se arriscar. Se permita ousar e inovar, isso pode trazer mudanças boas em sua vida.

Como surgiu a ideia de lançar sua primeira linha de maquiagem?

Espero que seja a primeira de muitas! Eu sempre fui consumidora, lembro de quando comecei a usar batom matte líquido, fiquei apaixonada pela marca. Eu gosto de misturar as cores entre si, passo uma, depois a outra. Um dia, estava a uma reunião e postei uma foto. Todo o mundo ficou perguntando qual batom estava usando, e tive que ir no Stories explicar que era uma mistura e mostrar como eu fazia. Foi aí que a Quem Disse, Berenice? viu, e me convidou para esta parceria. 

Qual foi a melhor parte desse processo criativo? 

Eu fui para a fábrica, misturei o batom com minhas próprias mãos. Não sabia dessa magia, foi muito gostoso participar de tudo e chegar no tom que eu queria. Comecei a entender, ver do que é feito o batom, fiquei muito feliz em botar a mão na massa (literalmente), e ver ‘as crianças’ nascendo. 

Como você escolheu as cores? 

Eu queria criar um tom de nude específico, nem puxado para o rosa nem para o bege, queria pêssego, mas não conseguia fazer em casa porque não tenho nenhum batom laranja, e assim nasceu o pessegoli. O ruivoli parece uma das minhas misturinhas, só dei uns toques finais, e o cappucinoli já existia na minha cabeça, mas eu nunca tinha conseguido chegar no tom que queria sozinha.