Michael Kors e Jimmy Choo afirmam que não usarão peles

Redação - O Estado de S. Paulo

Diversas grifes estão se posicionando do movimento ‘fur free’

De 67 looks apresentados na última coleção da Michael Kors, 12 deles continham pele animal

De 67 looks apresentados na última coleção da Michael Kors, 12 deles continham pele animal Foto: Brendan McDermid/ REUTERS

Na última sexta-feira, 15, foi anunciado que a marca Michael Kors irá deixar de usar pele de animais em sua produção. A declaração veio como uma surpresa para a indústria, afinal, a pele fazia parte da identidade da grife. Na coleção da última temporada, de 67 looks apresentados na Semana de Moda de Nova York, 12 continham pele. O posicionamento também vale para a Jimmy Choo, já que a marca de luxo foi comprada no começo do ano pela holding da Michael Kors. 

“Graças aos avanços tecnológicos na fabricação, agora temos a habilidade de criar uma estética de luxo usando pele que não seja animal”, disse o designer Michael Kors em uma declaração para a imprensa. “Mostraremos essa nova técnica em nossa próxima passarela, em fevereiro”.  A iniciativa veio após um encontro com a ONG PETA, que inclusive já fez diversos protestos na passarela da grife. 

A Michael Kors e a Jimmy Choo fazem parte de uma lista crescente de marcas que têm se posicionado contra o uso de peles em suas roupas. Gucci, Hugo Boss, Armani e a YOOX, do e-commerce Net-A-Porter, também anunciaram que não usarão mais o material. O movimento conversa diretamente com a discussão sobre sustentabilidade que permeia a indústria da moda desde o começo deste ano, e mostra que é possível redefinir o que é visto como alto luxo.