Inspiração glam-rock, anos 1980 e vestidos de princesa se misturam na Alta Costura de Paris

- O Estado de S.Paulo

O quarto dia da semana de moda teve a transgressão de John Galliano na Maison Margiela, looks decorativistas na Valentino e longos suntuosos nas passarelas de Elie Saab e Zuhair Murad 

O quarto dia de desfiles da Semana de Alta Costura de Paris, que termina nesta quinta-feira, 28, começou com uma homenagem a David Bowie, artista britânico, morto no dia 11. Coincidência ou não, a coleção de primavera/verão 2016 preparada por John Galliano para a Maison Margiela era puro glam-rock, com botas coloridas na altura dos joelhos, estampas de estrelas, cores metálicas e modelagens ousadas. Na beleza das modelos, cabelos coloridos no corte mullet eternizado por Bowie em seu alter ego Ziggy Stardust.

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Já o estilista francês Jean Paul Gaultier transformou a passarela em uma pista de dança. Inspirada no clube parisiense Le Palace, famoso nos anos 1980, sua coleção teve muito brilho, terninhos com ombreiras, macacões e vestidos de seda colados ao corpo. Se as últimas temporadas foram dos 70's, a atual promete ser dos 80's.

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Na sequência, os libaneses Elie Saab e Zuhair Murad mostraram o que fazem de melhor: vestidos supertrabalhados que, como sempre, devem aparecer nos principais tapetes vermelhos ao longo do ano. Saab se inspirou na Índia do início do século passado e algumas peças remetiam aos tradicionais sáris e túnicas. O desfile teve também um acessório polêmico: algumas modelos cruzaram a passarela usando pochetes. Será que a moda pega?

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Zuhair Murad apostou nas cores do ano segundo a Pantone, Rose Quartz e Serenity, em vestidos cheios de transparências e renda. Puro romantismo, assim como a apresentação da Valentino. Dessa vez, a dupla de estilistas da grife, Maria Grazia Chiuri e Pier Paolo Piccioli, apresentou vestidos decotados, com referências em três universos: a obra de Mariano Fortuny das artes bizantina e oriental. Shapes quimono faziam contraponto a longos fluidos, com decotes, transparências e muitos bordados. Destaque para a peça que abriu o desfile, de chiffon com detalhes de ouro, que segundo a marca levou duas mil horas para ser produzida.

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