Grupos de luxo LVMH e Kering comemoram números positivos

Redação - O Estado de S.Paulo

No primeiro semestre do ano, dona da Gucci registra crescimento de 34% e enquanto a da Vuitton anuncia receita de quase R$ 100 bilhões

Modelos desfilam o inverno 2017-2018 da Louis Vuitton, no Cour Marly do Museu do Louvre, em Paris

Modelos desfilam o inverno 2017-2018 da Louis Vuitton, no Cour Marly do Museu do Louvre, em Paris Foto: Giovanni Giannoni/divulgação Louis Vuitton

Esqueça a variação do câmbio, a crise econômica e previsões alarmistas sobre o futuro da moda e do luxo. Os dois mais importantes conglomerados de luxo do mundo acabam de anunciar seus resultados para o primeiro semestre do ano e os resultados são bastante positivos.

O grupo Kering, dono de marcas como Gucci, Balenciaga e Yves Saint Laurent, é só alegria com seus resultados neste segundo trimestre de 2018: sua receita cresceu 26,4%, totalizando cerca de 3,32 bilhões de euros (algo em torno de R$ 14 bilhões e R$ 500 milhões de reais).

A maior responsável pelo fenômeno, segundo informações do grupo, continua sendo a Gucci, representando cerca 1,99 bilhão de euros do montante total. A receita consolidada do grupo neste primeiro semestre de 2018 está avaliada em 6,43 bilhões de euros (cerca de R$ 28 bilhões), um crescimento de 33,9% na comparação com o ano anterior.

“O Kering atingiu linhas de topo e performance de ganhos deslumbrantes no trimestre e nos seis meses. Nosso crescimento, baseado na exclusividade e desejabilidade de nossas grifes, é marcantemente saudável”, comemora François-Henry Pinault, presidente do grupo e marido da atriz Salma Hayek.

O grupo Kering vem intensificando seu posicionamento no mercado de luxo, se desfazendo de marcas importantes, entre elas participações na Puma, em Stella McCartney e em Christopher Kane, além de encerrar as atividades da grife Tomas Maier, e vender a Volcom.

Seu concorrente direto, o poderoso conglomerado LVMH, apresentou resultados igualmente positivos, ainda que mais modestos em variação, para o segundo trimestre: crescimento de 11% de suas receitas em comparação com o mesmo período do ano passado. Os números do grupo LVMH no primeiro semestre de 2018, entretanto, são bem maiores que os da Kering: registrou um aumento de receita de 10% na comparação com o ano anterior, atingindo a cifra de 21,8 bilhões de euros (coisa de R$ 94 bilhões e R$ 830 milhões).

Além de grifes de moda, como Louis Vuitton, Dior, Givenchy e Loewe, o LVMH detém marcas de perfumes e relógios, entre elas Acqua di Parma, Guerlain, Bulgari e Chaumet, de bebidas (Belvedere, Dom Pérignon, Ruinart e Veuve Clicquot), redes de varejo (Sephora e Le Bon Marché Rive Gauche) e jornais.

Um dos looks da coleção da Gucci com o couturier Dapper Dan: a marca lidera o crescimento do grupo Kering

Um dos looks da coleção da Gucci com o couturier Dapper Dan: a marca lidera o crescimento do grupo Kering Foto: Ari Marcopoulos/Divulgação Gucci