'Eu torcia por uma morte não dolorosa', diz modelo inglesa sequestrada em Milão

Redação - O Estado de S. Paulo

Chloe Ayling contou detalhes de seu sequestro em programa matinal

Chloe Ayling foi sequestrada e dopada em Milão

Chloe Ayling foi sequestrada e dopada em Milão Foto: Instagram/ Chloe Ayling

Depois de ter sido sequestrada em Milão no mês passado, segundo informações da polícia italiana, a modelo Chloe Ayling se tornou notícia internacionalmente. Ela chegou ao consulado inglês acompanhada de um dos sequestradores no dia 17 de julho, e alegou que estava em cativeiro há seis dias, após ter sido dopada ao chegar a uma sessão de fotos na Itália, marcada por seu agente, Phil Green.

Na manhã desta segunda, 14, a inglesa participou do programa This Morning, no qual contou alguns detalhes do crime e também se defendeu daqueles que dizem que toda história é mentira. 

Ela dividiu que já sentiu que algo estava errado quando chegou ao estúdio onde aconteceriam as fotos, porque o local estava silencioso. “Normalmente alguém me recebe na porta, ou perto dela. Desta vez, eu não ouvi nada”. Ao entrar na sala, um homem a segurou e outro injetou algo em seu braço. “Acordei no portamalas de um carro, com uma fita em minha boca e algemas nos pés e nas mãos. Era um dia muito quente, foi horrível”, ela detalha. “Eu torci para uma morte sem dor nesse momento, estava tentando ser o mais forte possível”.

Chloe foi às lágrimas no programa quando comentou dos boatos de que estaria inventando todo o caso para conseguir atenção. “Me dói quando as pessoas duvidam da minha história”. Alguns internautas começaram a questionar a tragédia após a notícia de que a modelo foi vista comprando sapatos em Milão, com um de seus possíveis sequestradores, um dia antes de chegar ao consulado. “É fácil para todos falarem, mas não é fácil estar na minha situação. Eu estava com um assassino que estava sempre armado, eu não podia colocar a minha vida em risco naquele momento”.

Ela ainda acusou o seu ex-agente, Phil Green, de não checar com antecedência o local para onde estava indo. “Eu não tenho como não colocar a culpa nele, porque minha mãe disse que o ligou e disse que eu estava desaparecida, e pediu para ele checar o estúdio e o número do fotógrafo para tentar me contatar. E então, no dia seguinte, ele percebeu que o lugar não existia. Disse que havia ligado para todas as agências de Milão e ninguém nunca tinha ouvido falar sobre este estúdio”.