'Curto meu corpo muito mais hoje'

Marília Marasciulo - O Estado de S.Paulo

Ela se diz carnívora, fã de doces e conta que faz dieta o ano inteiro para poder 'ser feliz' nas festas de fim de ano. No lançamento da coleção de lingeries criada em parceria com uma rede de fast fashion, ela falou sobre boa forma, negócios, família e autoestima 

“Quando a gente está feliz, tudo vibra. Faz o seu cabelo ficar bonito, a pele ficar ótima e o olho brilhar”, diz Ana Hickmann

“Quando a gente está feliz, tudo vibra. Faz o seu cabelo ficar bonito, a pele ficar ótima e o olho brilhar”, diz Ana Hickmann Foto: Divulgação

Do alto de seus 1,85 metros (e acrescente mais uns cinco centímetros de salto), a apresentadora Ana Hickmann esbanja simpatia. No lançamento de sua coleção de lingerie em parceria com a loja Marisa e a Marcyn, que ocorreu na quinta-feira, 19, em São Paulo, ela causou alvoroço: havia fãs em polvorosa e fila para tirar fotos com a bela. Aos 34 anos, Ana se divide entre a apresentação do programa "Hoje em Dia", da TV Record, a função de empresária no comando da marca que leva seu nome e o filho, Alexandre, nascido em 2013. "Hoje administro meu tempo para dar a maioria dele para meu filho. Trabalho tanto ou até mais do que antes, mas agora sou mais rápida e decidida no que quero", diz. "A gente aprende a ver as coisas boas da vida com a maternidade." Ao Estado, ela falou sobre trabalho, beleza, vida em família e autoestima. "Quando a gente está feliz, tudo vibra. Faz o seu cabelo ficar bonito, a pele ficar ótima, o olho brilhar", diz.

Você posou para a campanha de sua nova linha de lingeries. Como se sente fazendo fotos de roupa íntima e de praia?

Como diz meu marido (Alexandre Corrêa, que também trabalha com ela), eu ainda estou dando caldo (risos). Eu sempre trabalhei com isso, minha primeira profissão foi como modelo, então é supernormal. Lógico, pinta um pouco de insegurança, principalmente porque não tenho mais 20 anos. Eu já tive um neném, então as coisas não estão mais no mesmo lugar de antes. Mas ao mesmo tempo eu curto meu corpo muito mais hoje. Estou mais madura, mais consciente de tudo, sei das marquinhas que tenho. Acho que a gente é perfeita do nosso jeito. É por isso que, às vezes, quando escuto de algumas mulheres dizerem que não podem usar certas peças porque não fica legal para o tipo de corpo delas, respondo: "Quem falou? Se olha no espelho, se olha bem”. Acho que a gente tem que valorizar o que tem de melhor e entender que os pequenos defeitos fazem parte dessa perfeição.

Em seu Instagram, frequentemente publica fotos e vídeos de seus treinos. Pode falar um pouco sobre a sua rotina de exercícios e dieta?

Menina, estou ralando para caramba agora. Minha vida toda sempre fiz dieta, exceto durante e no pós gestação, em que me dei o prazer de poder viver como qualquer mulher. Matei todas as minhas vontades de grávida, engordei bastante e não sou exemplo para nenhuma mulher nesse quesito. Mas ao mesmo tempo fui tão feliz quanto minha mãe foi na gravidez dela. Depois a gente tem que ter a consciência de colocar a saúde em primeiro lugar, ainda mais porque o meu trabalho depende da minha forma física. Mas também tem a questão da autoestima feminina, que você tem que buscar de volta. Quando parei de amamentar, comecei uma dieta mais enxuta, com acompanhamento de uma nutricionista e de um endocrinologista. Também foquei em treinos funcionais. Malho de três a quatro vezes por semana.  

 

Tem algum guilty pleasure?

Durante o ano todo a gente faz dieta, mas tem uma época que eu não quero nem saber, o pé na jaca é total. Tanto que agora já estou acelerando a dieta para chegar no Natal e no ano novo e, ah!, poder ser feliz. Sou louca por doces, pudim de leite, bolos dos mais simples - fubá, milho, de cenoura-, sorvete... Mas do que não abro mão mesmo é uma boa carne. Desculpem todos os vegetarianos, mas eu sou carnívora. Uma boa gaúcha, não nego a raiz.

 

E além de exercícios e alimentação, a quais tratamentos estéticos se submete atualmente?

Minha vida toda fui adepta de tratamentos estéticos. Nunca deixei de fazer drenagem e vira e mexe experimento uma coisa nova. Uma das novidades que testei há poucos meses e gostei do resultado foi a criolipólise, aquele congelamento da gordura localizada. Dá resultado a longo prazo e achei interessante.

O que a faz se sentir bonita?

Estar feliz. Quando a gente está feliz, tudo vibra. Faz o seu cabelo ficar bonito, a pele ficar ótima, o olho brilhar. O corpo, por mais que esteja um pouco fora de forma, aparece incrível. Porque às vezes se você se esconde atrás de uma maquiagem, mas está um caco por dentro, você murcha.

Você sempre trabalhou muito e planejou bem o momento de ter um filho. Como é sua rotina hoje?

Hoje administro meu tempo para dar a maioria dele para meu filho. Trabalho tanto ou até mais do que antes, mas agora sou mais rápida e decidida no que quero. A gente aprende a ver as coisas boas da vida com a maternidade. Paramos e vemos que os pequenos momentos são os mais importantes. Os problemas sempre vão existir, não vão sumir. Mas a gente acaba percebendo que isso é passageiro, momentos bons a gente tem que aproveitar mais para serem eternos. Acho que toda vez que ele fala “mãe” meu coração acelera um pouquinho.

 

Sua marca e linha de licenciados abrange uma grande variedade de produtos, de acessórios e roupas a perfumes. Existe algum que ainda não tem e gostaria de investir? 

Por enquanto, não, quero trabalhar e melhorar o que já faço. Todo o universo Ana Hickmann é voltado para a mulher, por isso busco trabalhar desde a parte de moda até o bem-estar. Sempre pensando no estilo de vida da mulher atual, que trabalha, é dona de casa, chefe de negócios, é independente e sabe o que quer.

Você já fez parcerias com outras linhas de lingeries antes. Por que optou por uma nova?

Comecei fazendo lingerie com a Marcyn há sete anos e depois veio a linha de moda praia. Ter um convite de uma loja com um poder como o da Marisa é irrecusável. E, no fim, foi uma união de forças perfeita. 

Qual o seu grau de envolvimento nos negócios?

Meu envolvimento é 100%. Nada vai para uma prateleira sem minha aprovação final. Eu sei de tudo que está lá, porque quando a mulher levar o produto para a casa ela tem que ter certeza que está levando um pedacinho de mim com ela. E eu reconheço todas as minhas crias, de dez anos para trás até hoje. Vejo passando na rua e me encho de orgulho.