Como usar: vestidos camisola e conjuntinhos pijama

Marília Marasciulo - O Estado de S.Paulo

Seda, renda, microestampas. A roupa de dormir agora compõe looks modernos. Veja como investir na tendência que apareceu nas últimas coleções de grifes como Givenchy e Calvin Klein

Nas coleções de verão 2016 apresentadas em Paris e Nova York, em setembro, vestidos lânguidos, de seda e renda, com silhueta minimalista e estilo boudoir apareceram aos montes. Na foto, o desfile da Calvin Klein.

Nas coleções de verão 2016 apresentadas em Paris e Nova York, em setembro, vestidos lânguidos, de seda e renda, com silhueta minimalista e estilo boudoir apareceram aos montes. Na foto, o desfile da Calvin Klein. Foto: Divulgação

Givenchy, Chloé, Balenciaga, Calvin Klein. Nas coleções de verão 2016 apresentadas por essas marcas em Paris e Nova York, em setembro, vestidos lânguidos, de seda e renda, com silhueta minimalista e estilo boudoir apareceram aos montes. De lá para cá, as camisolas e os conjuntinhos que lembram pijamas começaram a pipocar nas lojas e a ganhar as ruas. 

Como na moda tudo é cíclico, a tendência vem, na verdade, dos anos 1990. Mais precisamente, de 1996, quando John Galliano, em sua estreia na direção criativa da Dior, criou um vestido com inspiração boudoir usado pela princesa Diana no baile do MET. De seda azul marinho e com aplicações de renda, a peça foi considerada revolucionária. "No contexto da década, o voyerismo estava em alta, muito ligado a sexo e fetiche", explica a consultora de moda Paula Acioli, coordenadora do curso de Gestão de Negócios de Moda da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Em 1996, John Galliano, em sua estreia na direção criativa da Dior, criou um vestido com inspiração boudoir usado pela princesa Diana no baile do MET. 

Em 1996, John Galliano, em sua estreia na direção criativa da Dior, criou um vestido com inspiração boudoir usado pela princesa Diana no baile do MET.  Foto: Getty Images

Embora a lingerie exista há muito tempo, antes mesmo da Era Vitoriana, os modelos como conhecemos hoje, de alcinha e sem volume, só se desenvolveram a partir dos anos 1920. Foi quando a silhueta se tornou mais reta e as formas mais vaporosas e minimalistas. Mas, só mais recentemente, a camisola deixou de ser só roupa de baixo.

 

Já os conjuntinhos pijama têm origem na Índia e foram trazidos para o ocidente durante a colonização inglesa. Cada vez mais, eles vêm ganhando vez entre fashionistas graças à modelagem ampla, às estampas originais (miúdas ou de listras) e ao conforto. 

 

Na hora de montar produções, os conjuntinhos pijama são mais difíceis de serem usados e precisam de segurança e ousadia para dar certo. “Eles não são tão curingas nem ecléticos, então é preciso se sentir confortável para segurar o look”, afirma Paula. Uma dica é ir aos poucos, apostando em estampas discretas e usando as peças separadamente. Vale combinar  a camisa com uma calça jeans skinny básica ou a calça com uma blusa cropped com uma textura diferente.

Para os vestidos camisola, combinações com tênis e jaqueta bomber são casuais e moderninhas. Com salto fino, eles podem ser usados à noite. O único cuidado, ressalta Paula, é com o tamanho do vestido: o objetivo é ser lânguido e soltinho, por isso, se forem apertados ou justos demais correm o risco de ficar vulgar. Também vale prestar atenção à lingerie, que dependendo do tamanho pode marcar ou ficar muito aparente e deixar a produção over.