Coletivos femininos buscam inspirar pessoas e impulsionar mercados

Anna Rombino - Especial para O Estado de S. Paulo

Conglomerados de pequenas empreendedoras ajudam mulheres a se fixar no mercado e estimulam o consumo consciente

Imagem do desfile de verão 2015 da Chanel

Imagem do desfile de verão 2015 da Chanel Foto: REUTERS/Gonzalo Fuentes

"Quanto estão te pagando pra você abrir mão dos seus sonhos?”. A pergunta de uma conhecida fez a baiana Priscilla Adduca, formada em Direito, repensar sua vida profissional. Após uma tentativa frustrada de fundar uma marca de moda-praia, ela começou a buscar inspiração em pessoas que mudaram de vida para encontrar um trabalho que lhes fizessem verdadeiramente feliz. Encontrou um caminho e decidiu reunir exemplos assim em um só lugar. Em setembro de 2014, nasceu o Mulheres que Inspiram, uma comunidade que conecta mulheres criativas e empreendedoras, que, com trocas de experiências, estimulam umas às outras a protagonizar suas carreiras. 

O projeto mantém uma conta no Instagram onde compartilha histórias de mulheres que, com seus trabalhos, fazem alguma diferença no mundo, caso da blogueira norte-americana Lauren Singer, que orienta as pessoas a produzirem menos lixo, e da visagista Débora Gotlib, dona da Casa Júpiter, um salão de beleza que ajuda suas clientes a se tornarem as melhores versões de si mesmas. 

O mesmo princípio de união, norteia num outro projeto de viés coletivo, o ASMANA. Fundado pela publicitária Juliana Fernandes e pela designer Denise Saito em setembro de 2017, ele reune trabalhos de várias pequenas empreendedoras, dando visibilidade, suporte de vendas e divulgação para suas integrantes.

"Ele surgiu de uma necessidade minha. Venho pensando sobre consumo consciente, de comprar do pequeno produtor e isso se juntou com a minha vontade de ajudar mulheres a se emancipar", conta Juliana. Atualmente, 21 integrantes divulgam, se conectam entre si e com o mundo e comercializam ali seus acessórios, bolsas, alimentos, roupas e objetos de decoração. A curadoria de marcas é feita pela própria Juliana, que se preocupa em selecionar coisas autênticas e de qualidade, reforçando o valor de produtos feitos em pequena escala. 

Outra história do gênero é a de Nini Ferrari, que fundou o Projeto Curadoria em uma fase de incerteza profissional e busca, por meio de entrevistas, contar histórias de mulheres que podem servir de exemplos para quem está em busca de inspiração. A ideia inicial era de coletar a história de 365 mulheres, uma para cada dia de 2017. A plataforma deu tão certo que ela continua com o projeto (até o fechamento desse texto eram 371 relatos). Quem sabe o próximo não é um seu?

 

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