Campanha #GayIsOk arrecada mais de R$ 1,5 milhão para grupos LGBT

- O Estado de S.Paulo

Dinheiro arrecadado pela marca de cosméticos Lush será doado para ativistas que lutam por igualdade

Entre junho e julho, 100 mil sabonetes dourados com o logotipo logo da ação foram vendidos em todo o mundo

Entre junho e julho, 100 mil sabonetes dourados com o logotipo logo da ação foram vendidos em todo o mundo Foto: Divulgação

A campanha #GayIsOk, da empresa de cosméticos britânica Lush, arrecadou R$ 1.650.000 para grupos de ativistas que lutam por direitos, igualdade e aceitação da comunidade LGBT. Entre junho e julho, 100 mil sabonetes dourados com o logotipo logo da ação foram vendidos em todo o mundo. No Brasil, eles se esgotaram em 2 horas no e-commerce e em 48 horas nas lojas físicas da marca.

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"Um pequeno sabonete brilhante vai longe", disse Alessandro Commisso, do time digital da Lush, em nota. "Ao comprá-lo, os clientes nos deram sua confiança para financiar projetos de conscientização e continuar apoiando os direitos LGBT como direitos humanos, já que a vida não é toda purpurina." Criada há 20 anos, a marca de cosméticos britânica Lush sempre levantou bandeiras ligadas a causas sociais e à preservação do meio ambiente. 

A organização All Out, parceira da campanha, receberá pouco mais de R$ 300 mil. O restante do dinheiro será convertido em um fundo para o qual grupos LGBT podem se inscrever para receber doações de até R$ 60 mil, distribuídos até o final deste ano. Batizado de ‘Love Fund’, o fundo tem como objetivo atrair grupos que trabalhem em áreas em que as as leis anti-LGBT são duras e extremas, como nos 75 países onde ainda é crime ser gay - e nos quais cerca de 80 lojas da marca não puderam vender os sabonetes, como na Arábia Saudita, Líbano e Singapura.

O dinheiro da campanha será revertido para um fundo com o objetivo de atrair grupos que trabalhem em áreas em que as as leis anti-LGBT são duras e extremas, como nos 75 países onde ainda é crime ser gay

O dinheiro da campanha será revertido para um fundo com o objetivo de atrair grupos que trabalhem em áreas em que as as leis anti-LGBT são duras e extremas, como nos 75 países onde ainda é crime ser gay Foto: Divulgação