Burberry decide encerrar prática de incinerar excedente de produção

Redação - O Estado de S.Paulo

Iniciativa reforça série de ações de responsabilidade social e ambiental, que inclui o banimento de peles animais de suas coleções

O desfile da coleção do inverno 2017 da Burberry, que acaba de anunciar o banimento do uso de peles animais e o fim da prática de incinerar seu excedente de produção

O desfile da coleção do inverno 2017 da Burberry, que acaba de anunciar o banimento do uso de peles animais e o fim da prática de incinerar seu excedente de produção Foto: Daniel LEAL-OLIVAS/AFP

Um hábito usual entre grifes de luxo, o de incinerar produtos que não foram vendidos deixará de ser regra em ao menos uma delas: a Burberry. A casa inglesa de 162 anos anunciou por meio de um comunicado que dará fim à prática imediatamente - a marca esteve recentemente envolvida em uma polêmica por conta do assunto.

O compromisso vai de encontro a um projeto maior, que tem entre suas metas anular os vestígios de sua operações e estendê-las às comunidades em seu entorno, além de combater o desperdício, reaproveitando, consertando, doando e reciclando produtos que não tenham sido comercializados.

“O luxo moderno implica ser socialmente e ambientalmente responsável. Essa crença é fundamental para nós e uma peça-chave para o sucesso no longo prazo. Estamos comprometidos em aplicar a mesma criatividade a todas as áreas da Burberry, assim como fazemos em nossos produtos”, afirma Marco Gobetti, o presidente da empresa.

Outras ações da Burberry incluem transformar 120 toneladas de aparas de couro em novos produtos nos próximos cinco anos, além de investir em pesquisas de materiais sustentáveis e em projetos em comunidades carentes em Londres e Yorkshire. Nesse mesmo sentido, tem promovido projetos de incentivo a uma indústria de cachemir mais inclusiva e sustentável no Afeganistão, e decidiu banir peles animais de suas coleções já a partir da estreia de Riccardo Tisci na temporada de Londres, em 17 de setembro.