Boatos sobre saída definitiva de Anna Wintour da 'Vogue' reaquecem

Redação - O Estado de S.Paulo

Rumores apontam entrada da editora no mundo da política e trabalho com a família real inglesa

A editora da 'Vogue' norte-americana Anna Wintour, na chegada do Met Gala, em maio deste ano

A editora da 'Vogue' norte-americana Anna Wintour, na chegada do Met Gala, em maio deste ano Foto: Brendan McDermid/REUTERS

A onda de calor na Europa e nos Estados Unidos reaqueceu um boato há meses abafado: o de uma saída definitiva de Anna Wintour do comando da Vogue norte-americana. De acordo com o WWD, com o casamento de sua filha, Bee Shafer, com o fotógrafo Francesco Carrozzini (filho da ex-editora da Vogue Itália, Franca Sozzani), no sábado, 7, os rumores ganharam impulso.

Segundo eles, a despedida seria confirmada em meados de agosto logo depois do lançamento da edição de setembro, normalmente a maior de todo o ano em número de páginas e faturamento. A posição oficial da Condé Nast se mantém. “Ainda não há verdade alguma nesses rumores”, declarou uma porta-voz da editora.

Durante a Semana da Alta-Costura, em Paris, surgiram até nomes dos possíveis sucessores, como Edward Enniful, diretor de redação da Vogue britânica, o diretor de notícias de moda da revista, Mark Holgate, a diretora criativa de digital Sally Singer (sim, eles tem diretores e cargos bastante específicos na equipe da Vogue dos Estados Unidos), e Amy Astley, que foi diretora de redação da Teen Vogue, desde seu lançamento em 2003 até 2016, e atualmente cuida da Architectural Digest. Tudo suposição, claro.

Mais curiosos, entretanto, são os supostos destinos traçados para Anna Wintour. Alguns dizem que ela deve se envolver mais diretamente com a política, depois de apoiar o presidente Obama e a candidata Hillary Clinton. Um retorno de Wintour a sua terra natal, a Inglaterra, onde poderia ser embaixadora ou ter algum tipo de trabalho com a família real, depois de se sentar ao lado da rainha Elizabeth II num desfile em fevereiro. Seja qual for o destino, como disse Vanessa Friedman, a crítica de moda do New York Times, a questão não deveria ser se ela vai sair. “É claro que vai, em algum momento. A questão para ela, e para todos nós, é quando, e como”.