Acne afeta 40% das mulheres adultas; saiba qual é a principal causa

Gabriela Marçal - O Estado de S.Paulo

Dermatologista aponta os principais cuidados para prevenir e tratar as espinhas que aparecem após os 25 anos

A acne causada por alterações hormonais é mais comum na parte inferior do rosto

A acne causada por alterações hormonais é mais comum na parte inferior do rosto Foto: Divulgação

Espinhas não são apenas um pesadelo dos adolescentes. Elas também incomodam quem já atingiu a idade adulta, especialmente as mulheres. Estudos apontam que a acne afeta 40% da população feminina com mais de 25 anos. 

“Uma pesquisa francesa com 4 mil voluntárias mostrou que essa era a incidência de acne entre adultas", afirma a dermatologista Vivien Yamada, da Haute Dermatologia e Estética. "Trata-se de um artigo usado como referência em muitos trabalhos que o seguiram. No entanto, esse índice pode variar entre 10 a 40% dependendo do estudo." 

A causa mais recorrente para a acne em mulheres adultas é a alteração hormonal, por exemplo uma atividade maior de hormônios masculinos, como a testosterona. Quando relacionadas a esse fator, as espinhas são mais comuns na parte inferior do rosto - como a região do queixo e mandíbula - e costumam surgir no período da pré-menstrual.

Outros fatores combinados podem causar ou agravar a acne: tendência hereditária de poros entupidos, aumento da produção de sebo, stress, atividade de bactérias, anticoncepcionais de progesterona, alimentação com excesso de carboidratos complexos e leite animal e derivados, e uso de cosméticos e maquiagens inadequados ao tipo de pele. 

Como prevenir

O primeiro passo para prevenir a acne na fase adulta é checar se todos os produtos usados no rosto são adequados ao seu tipo de pele. Quem já tem tendência a ter espinhas deve dar preferência a itens livres de óleos e não-comodogênicos, que não obstruem os poros. Limpar com frequência os pincéis de maquiagem também é uma medida importante para a prevenção.

Como tratar 

É fundamental observar se existe alguma alteração hormonal. Caso exista, o tratamento será direcionado para resolver essa questão. O dermatologista é o profissional indicado para avaliar cada quadro de acne e indicar o melhor tratamento. No entanto, a médica Vivien Yamada, da Haute Dermatologia e Estética, aponta quais são os protocolos mais comuns para cada nível da acne:

Grau 1 - poucas espinhas e sem inflamação 

Uso de sabonete, tônico, hidratante e protetor solar específico para peles com acnes.

Grau 2 - espinhas com inflamação 

Tratamento com antibióticos via oral.

Grau 3 - espinhas com nódulos internos que causam elevação na pele

Tratamento via oral com medicamentos a base de Isotretinoína, como o Racoatan.

Grau 4 - muitas espinhas que causam lesões na pele

O mesmo protocolo para a acne de grau 3.