O vestido de Gisele, o luxo de Anitta e a alegria de constatar que cada povo tem seu jeito de vestir

Maria Rita Alonso e Giovana Romani - Especial para O Estado de S. Paulo

Com vestido dourado de paetês, a top arrasou na cerimônia de abertura da Olimpíada, que também teve figurinos supecoloridos e variedades culturais aparentes nas roupas das delegações

Ao som de Garota de Ipanema, Gisele cruzou o Maracanã vestindo um modelo assinado por Alexandre Herchcovitch

Ao som de Garota de Ipanema, Gisele cruzou o Maracanã vestindo um modelo assinado por Alexandre Herchcovitch Foto: AP Photo/David Goldman

É sempre divertido observar a diversidade de estilos na festa de abertura da Olimpíada. Ainda mais quando o espetáculo é no Brasil, e a organização dá show de criatividade e emoção, com direito a shows de música, dança e moda. Entre os artistas nacionais, Gisele Bündchen arrasou desfilando glamourosa com um vestido de paetês dourado assinado por Alexandre Herchcovitch. Ao som de Garota de Ipanema, com a imagem de Tom Jobim projetada, ela atravessou o Maracanã com seu andar incomparável usando um modelo brilhante supersexy. O look foi uma encomenda da figurinista da cerimônia, Claudia Kopke, a Herchcovitch, que também desenhou a produção de Regina Casé para a ocasião.

Gisele e o estilista trocaram ideias sobre o modelo, feito com um tecido especial que, mesmo de paetês, tem fluidez e se molda perfeitamente ao corpo. Herchcovitch contou ainda que buscou um tom de dourado leve similar ao cabelo e à pele da übermodel. Caetano Veloso, de preto, e Gilberto Gil. de branco, também vestiram trajes com grife - no caso, a Osklen, e cantaram ao lado de Anitta, bem sexy em um modelo cheio de recortes assinado pela estilista especialista em moda praia de luxo Adriana Degreas.

Reuters
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Mas não foram só os artistas que brilharam. A delegação brasileira deu show de elegância com o uniforme oficial criado por Lenny Niemeyer em parceria com a rede C&A. A estampa tropical, o blazer azul e o simpático chapéu de palha refletiram a alegria e emoção dos atletas e do País. Quanto às roupas dos times olímpicos, diversidade é a palavra-chave.

Houve quem levou à sério a recomendação de vestir trajes de sartoria, refinados e com alfaiataria, como a Itália, cujos atletas usaram peças assinadas por Giorgio Armani, e a França, cujos looks são da Lacoste. Houve quem traduziu o espírito esportivo em produções - por exemplo a Alemanha, com uma curiosa sobreposição de legging, short e casaco prateado. E houve ainda os que optaram pelo traje típico, como os atletas da Arábia Saudita, de Camarões e Tailândia. Cada um a seu modo, esbanjando estilo e emoção.