O melhor do terceiro dia da SPFW: marcas trazem de moda festa a resort

Maria Rita Alonso - Especial Para O Estado De S. Paulo

Coleções sofisticadas com trabalho manual primoroso foram o destaque da terça, 25, que também apresentou beachwear

O desfile do Experimento Nohda aconteceu no Teatro Oficina

O desfile do Experimento Nohda aconteceu no Teatro Oficina Foto: Marcia Fasoli

O terceiro dia de desfiles da São Paulo Fashion Week, realizado nesta terça, 25, começou na Estação Pinacoteca, com a apresentação de Fernanda Yamamoto. Instrumentistas tocavam ao vivo, enquanto modelos góticas desfilavam looks pretos rebuscados. Fernanda é a rainha das tramas e das nervuras. Para a coleção, utilizou um tecido desenvolvido com resíduos têxteis. Na contramão da moda rápida e do movimento do “see now, buy now”, ela representa hoje um time de estilistas que fez carreira em ateliês próprios, urbanos, investindo em um trabalho autoral.

Nesta temporada, ela apostou em uma coleção de alfaiataria com as clássicas ricas de giz feitas com fios de nylon, o que proporcionou um efeito 3D interessante às peças. As aplicações em flores chamaram a atenção. O desfile do grupo Nohda também trouxe bordados lindos em modelagens amplas e supersofisticadas. Para produzir a coleção, os três estilistas do grupo se reuniram em torno da mesma passarela, armada no Teatro Oficina. Patricia Bonaldi, da Patbo, entrou com o toque romântico, Luiz Claudio, da Apartament03, trouxe sua alfaiataria minimalista, e Lucas Magalhães, da marca homônima, entrou com o olhar despojado.

“Eles fizeram uma roupa de festa confortável, esportiva e refinada, mesclando um pouco da expertise de cada um”, diz Bia Paes de Barros, consultora de moda. O fio condutor da apresentação foi a modelagem ampla das peças, característica desta temporada. É fato: o extragrande está na moda.

No desfile da marca carioca A. Brand, o novo jogo de proporções, com essas peças alongadas e folgadas, ficou visível. Destaque para os blusões compridos usados com calças de tricô. As peças combinam com a vibe descompromissada do Rio.

Outra que mergulhou no clima praiano foi a estilista Lolita Hannud, que trouxe uma coleção resort repleta de maiôs, biquínis e saídas. Famosa por seu trabalho com tricô, ela usou a moda dos anos 1990 como ponto de partida para criar peças retas, algumas de tons neon. A única coisa que pareceu fora de sintonia no desfile foi a ambientação que serviu de cenário para o show, uma livraria. / COLABOROU GABRIELA MARÇAL