'O desejo dos homens é visto como instinto e o das mulheres, desespero', diz modelo Emily Ratajkowsk

Isabela Serafim - Especial para O Estado de S. Paulo

Na edição britânica de setembro da revista Glamour, a angel da Victoria’s Secret levanta a bandeira do feminismo e diz estar cansada de comentários sexistas

Emily Ratajkowski é engajada na causa feminista.

Emily Ratajkowski é engajada na causa feminista. Foto: Landon Nordeman/The New York Times

Diferentemente de algumas de suas colegas de profissão, a modelo inglesa Emily Ratajkowski, de 25 anos, não teme falar de feminismo. Depois de escrever para o site de Lena Dunham, o Lenny Letters, ela resolveu explorar mais o assunto em uma matéria da revista Glamour. “Fui chamada de ‘desesperada por atenção’ tantas vezes que já estou quase acostumada", afirmou. "Como mulheres, somos  muito mais julgadas do que os homens por falarmos de política ou por nos vestirmos de determinada forma, ou até por publicarmos uma selfie. Falar sobre feminismo pode irritar as pessoas. Mas eu seria louca se ficasse quieta.”

Para ela, os tratamentos diferenciados entre gêneros estão enraizados na sociedade. “Os homens propagam o sexismo, mas algumas mulheres também têm atitudes preconceituosas”, diz. "Quando as minhas amigas estão se arrumando para sair, ouço ‘Não quero que as pessoas pensem que estou forçando.’ Elas não querem ser vistas como fúteis ou desesperadas. Porém, as pessoas gostam de aparecer quando saem à noite. A diferença é que o desejo dos homens é visto como instinto e o das mulheres, desespero.”

A modelo e atriz é fã de looks sexy.

A modelo e atriz é fã de looks sexy. Foto: REUTERS/Gus Ruelas