'A revista quer provar que não existe um ideal de beleza', diz capa da 'Playboy'

Felipe Vilhena - Especial para O Estado de S. Paulo

Nyvi Estephan é a protagonista da nova edição da publicação, que traz ensaio com blogueira plus size

A youtuber e gamer Nyvi Estephan, capa da Playboy de outubro, acredita que a revista está entrando numa “era maravilhosa, de ruptura comportamental”. Para ela, as mulheres não têm mais que seguir um mesmo padrão. Nem para ser coelhinha da Playboy.

“Essa nova fase da revista é marcada pela estreia com a Luana Piovani, uma mulher linda, madura e mãe de três filhos. Depois temos a Vivi Orth, que foge daquele padrão, e a Corvina, uma modelo de beleza exótica e andrógina”, diz, referindo-se à underground Marina Dias. “E teve a Pathy Dejesus, a primeira negra a estrelar a edição de aniversário”.

“No fundo, a revista está querendo provar que não existe um ideal de beleza”. Ela cita a blogueira Ju Romano, que estrela ensaio sem nudez em sua edição. “Todas as mulheres são belas independente de quais sejam suas medidas, a cor da sua pele, como se comporta, se é tatuada, etc.”, reitera.

Com 1,59 m de altura, ela também não se considera uma mulher padrão. "Sou a primeira capa da revista que veio do universo da internet, do esporte eletrônico", fala, com orgulho. "E a minha edição é a primeira com realidade aumentada, que inclusive prova a ausência de Photoshop".

Sobre a ousadia de seu ensaio, o mais explícito da nova fase, ela conta que o nu frontal não foi um problema. "Ao fazer um ensaio pra Playboy, você é uma tela em branco. É como emprestar seu corpo para um artista e o trabalho do Daniel Aratangy (fotógrafo) é uma obra de arte".