Unip evita filas com senhas

Alexandre Gonçalves - O Estado de S.Paulo

Cadastramento para o ProUni foi tranquilo ontem

O cadastramento de interessados em bolsas do Programa Universidade para Todos (ProUni) foi tranquilo ontem na Universidade Paulista (Unip). Na quinta-feira, várias pessoas tinham passado a noite diante do câmpus Indianópolis da Unip, que centralizou as inscrições na Grande São Paulo. Nem todas conseguiram senha para entregar a documentação. Houve tumulto e a Polícia Militar foi chamada. Leandro Carlos da Silva, de 27 anos, contou que, durante a madrugada de sexta-feira, a Unip distribuiu senhas para que as pessoas voltassem para casa e só retornassem no dia seguinte, o que evitou filas. De manhã, a universidade ainda distribuía senhas para quem trazia os documentos pela primeira vez. Quem retornava porque havia esquecido algum documento recebia uma senha para segunda-feira. Segundo o vice-reitor de planejamento, administração e finanças, Fábio Romeu de Carvalho, a Unip atenderá quem esqueceu alguma documentação na segunda e terça-feira. "Serão entregues 250 senhas para cada um dos dias", aponta Carvalho. "Mas, por enquanto, ainda não acabaram as de segunda-feira." O feirante Herculano Júnior, de 26 anos, pegou a senha de número 82. "O segurança disse para eu aparecer no início da tarde de segunda-feira." Será a terceira vez que retornará à faculdade. Na segunda-feira, esqueceu a declaração de imposto de renda e o extrato do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) do pai. Ele mora em Mauá (SP) e pretende cursar Ciência da Computação. No fim do tarde de ontem, Silva ficou aborrecido com mais uma exigência de documentação. "Volto na segunda porque pediram uma declaração, com firma reconhecida, de que minha mãe é desempregada." Será a quarta vez que irá à faculdade para conseguir a bolsa. Ele pretende cursar Educação Física e pleiteia desconto integral. Carvalho atribui os vários retornos à desatenção na hora de conferir quais documentos são necessários para conseguir a bolsa. "Não são exigências da Unip, mas do próprio Ministério da Educação para garantir que o candidato precisa da bolsa", afirma Carvalho. Os alunos têm uma opinião diferente. "Toda vez que chegamos à entrevista (para análise socioeconômica) eles pedem um documento que comprove o que dizemos", afirma Silva.