Um dos programas gasta apenas 20% do orçado

- O Estado de S.Paulo

Apesar de o estouro dos casos de dengue ter sido detectado na virada do ano, a execução orçamentária do governo federal em uma das principais fontes de financiamento para combate à doença não ganhou um ritmo de emergência sanitária. O Programa de Vigilância e Prevenção da Malária e da Dengue, que arca com gastos para gestão do programa, publicidade e ações de vigilância, obteve um orçamento para este ano de R$ 64,2 milhões. Mas até segunda-feira passada, transcorridos oito meses, apenas R$ 13,2 milhões haviam sido pagos. O governo pagou ainda outros R$ 10,4 milhões, mas esse valor é composto por débitos de orçamentos dos anos anteriores, os chamados restos a pagar. O outro programa que financia as ações de combate à dengue nos Estados e municípios é chamado de Teto Financeiro de Vigilância da Saúde (TFVS). Até o final deste ano, a estimativa dos técnicos da Saúde é que sejam aplicados em torno de R$ 821,5 milhões, o que daria um aumento em torno de 6,3% em relação ao orçamento do TFVS do ano passado. Em torno de 70% desse valor do programa costuma ser aplicado no combate à dengue. Para 2008, a previsão é de que o teto tenha um aumento de R$ 53 milhões. Nem sempre, porém, esses recursos são realmente usados. Quando um município fica seis meses sem mexer em tal reserva, o repasse para o financiamento de ações contra dengue são automaticamente bloqueados.