UFF abre sindicância para apurar trote violento

Clarissa Thomé - O Estado de S.Paulo

O reitor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Roberto Salles, determinou a abertura de sindicância para apurar a denúncia de uma aluna que teria sofrido assédio sexual durante o trote. Em nota, a reitoria informou que a instituição "repudia a atitude de alunos veteranos que recebem calouros com trote violento".A caloura, do curso de Direito, contou que os veteranos dividiram as meninas em dois grupos - "barangas" e "bonitas". As consideradas bonitas foram levadas para uma sala da universidade, onde teriam recebido a proposta de fazerem sexo oral em oito rapazes. Em troca, seriam liberadas da obrigação de pedirem nas ruas R$ 250 para pagar bebida e seriam "promovidas" a veteranas.As denúncias foram feitas pela aluna à imprensa. Ela, no entanto, não formalizou a queixa na reitoria por temer retaliações. Mesmo sem a identidade da aluna, o reitor determinou que a direção da Faculdade de Direito crie uma comissão para apurar os fatos. Salles diz que, "apontados os culpados, os responsáveis serão punidos exemplarmente", segundo nota publicada pela UFF.TROTE CULTURALO texto lembra ainda que há oito anos a universidade mudou o perfil do trote universitário, criando o Projeto Trote Cultural UFF, que prevê campanhas de recolhimento de agasalhos, alimentos e doação de sangue.