UE cria fundo para projetos de redução de emissões de CO2

EFE - O Estado de S.Paulo

Aporte de 80 milhões seria feito para estimular energias renováveis em países em desenvolvimento

A União Européia (UE) anunciou ontem a criação de um fundo alimentado com 80 milhões para estimular investimentos em energias renováveis e na melhora da eficiência energética em países em desenvolvimento. O objetivo da idéia é contribuir com a luta contra o aquecimento global.A iniciativa, concebida de modo a permitir a participação privada em projetos de pequena escala, poderia contar com investimentos de 150 milhões e 200 milhões que se comprometeram a aplicar instituições públicas e privadas, ressaltou o órgão executivo da UE em um comunicado oficial. "Esse fundo pode fomentar o investimento privado e converter-se em uma fonte real de desenvolvimento sustentável, especialmente na África", asseguraram, na nota, os comissários europeus de Desenvolvimento, Louis Michel, e Meio Ambiente, Stavros Dimas, da UE. Com o Fundo Global para a Eficiência Energética e a Energia Renovável (GEEREF, na sigla em inglês), a UE quer ajudar a superar as habituais barreiras que encontram os investidores nessa área. Para isso, a UE vai co-financiar e compartilhar riscos em projetos com um orçamento inferior a 10 milhões, porque considera que são esses os mais "ignorados" pelos investidores comerciais e as instituições financeiras internacionais. O fundo é a primeira ação concreta de Bruxelas dentro de sua iniciativa para vincular ajuda ao desenvolvimento com a luta contra as mudanças climáticas e o aporte de 80 milhões nos próximos quatro anos. COLÔMBIAO governo da Colômbia definiu cerca de cem projetos de desenvolvimento para reduzir a emissão de gases-estufa para oferecer a investidores internacionais, disse ontem o ministro de Ambiente, Habitação e Desenvolvimento Territorial, Juan Lozano. Na abertura da Feira Internacional de Meio Ambiente, foi firmado convênio entre o Banco de Crédito e o Banco Mitsui Sumitomo do Brasil para financiar projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), previsto no Protocolo de Kyoto para mitigar efeitos do aquecimento global.