Secretaria diz que vem reduzindo nº de contratos

Renata Cafardo e Fabio Mazzitelli - O Estado de S.Paulo

A Secretaria do Estado da Educação de São Paulo informou que neste ano haverá menos temporários na rede do que foi registrado em 2008. Serão 133 mil professores efetivos, já que 10 mil passaram em concurso em 2007 e estão sendo chamados. Dessa forma, seriam cerca de 90 mil temporários, índice de 40,3%. O processo de distribuição de aulas ainda está em curso no Estado. "Não há um índice ideal, mas o importante é que estamos diminuindo", diz a secretária estadual da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro. Em 1998, eram 174 mil temporários. Ela explica que há 36 mil efetivos fora do cargo, por afastamento ou por ocuparem funções como a de diretor, que só podem ser substituídos por temporários. "É normal São Paulo ter um número tão alto. Temos 2 milhões dos 8 milhões de alunos do ensino médio público do Brasil."Segundo a secretária estadual da Educação de Minas, Vanessa Guimarães Pinto, a contratação desses profissionais é uma necessidade. "As demandas da população são mais dinâmicas que o processo de efetivação em concurso." Ela afirma que há cidades passando por migração populacional, cuja necessidade de professores é imediata. "Consigo construir uma escola em um ano, mas o concurso demora um ano e meio." A rede de Minas tem 3,5 milhões de alunos, 166 mil professores e é a segunda maior do País. Perde apenas para São Paulo, com 5,5 milhões de alunos e 217 mil professores. Em Mato Grosso, o uso de temporários ocorre principalmente para completar poucas horas de aula. "Não posso fazer um concurso para um professor que trabalhará apenas cinco horas semanais", diz o secretário Ságuas Moraes Sousa. A carga horária do professor no Estado é de 30 horas (10 delas dedicadas a atividades extraclasse). Para a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), a contratação provisória não poderia ultrapassar os 5% da rede. "O concurso é a maneira justa de prover novos cargos porque não há apadrinhamento", diz o presidente Roberto Leão.