Rio Claro começa a ''testar'' o Censo

- O Estado de S.Paulo

Falha em netbook atrasa pesquisa

Mesmo sem ter a base de dados de endereços completa em alguns netbooks, o teste para o Censo de 2010 começou em Rio Claro. Ontem, recenseadores que tiveram problemas com equipamentos atualizaram dados e inseriram códigos postais, nomes de ruas e "faces" das quadras - necessários para mapear a cidade.

A dona de casa Fabiana Nogueira, de 30 anos, moradora da quadra dois, face três do Jardim Novo II, deixou as roupas lavando na máquina para atender o recenseador Helder Mauch.

"Eu recebi um informativo na conta de luz dizendo que a pesquisa iria começar. Já estava esperando." Ainda assim, estranhou as perguntas. "É esquisito dizer se tenho luz e água encanada. Dá para ver que a casa tem estrutura."

Segundo o coordenador Marcos Antônio Cecato, a orientação é que todas as perguntas sejam dirigidas ao entrevistado. "Ele tem de ler a pergunta. Não pode afirmar nada nem duvidar, para evitar indução."

O ex-ceramista Francisco Leal dos Santos, de 63 anos, se considera moreno claro, mas sem ter essa opção no questionário, disse ser branco. A esposa dele, Gumercinda, de 63, respondeu o oposto: com a pele um pouco mais escura que a dele, disse ser negra. Francisco contou que omitiu parte da renda familiar. "Declarei um salário mínimo e não os aluguéis das casas que construí. Ela não perguntou." Esses casos são conhecidos do IBGE, mas é importante que a população não omita informações. Os dados são usados para formular políticas públicas e podem servir de apoio a empresas para investimentos.

É a primeira vez que o IBGE faz o censo nacional informatizado. Rio Claro foi escolhida como modelo por ter economia e população variada.