RG Masculino

- O Estado de S.Paulo

É no rosto que os homens expressam o cuidado com a aparência e o estilo próprio

Exóticos. Fábio Martins (à esquerda) cultiva uma barba longa com todo cuidado. Já Diógenes Costa (à direita), tem um estilo mais rocker e é conhecido como Boy.

 

 

É só olhar com mais atenção para os homens para notar que eles estão mais antenados. Os caras desta reportagem foram selecionados nas ruas de São Paulo. Básicos na maneira de se vestir, imprimem seu estilo na barba, bigode, cavanhaque. E aí não cabe o tradicional. Até quem, aparentemente, opta por um modelo mais discreto, investe em pequenos detalhes no acabamento.

 

O barbeiro Tiago Cecco, proprietário da descolada Barbearia 9 de Julho, confirma esse cuidado masculino. "Cada dia que passa, o homem se preocupa mais com a aparência", diz o profissional, que, há três anos, mantém seu ponto na Galeria Ouro Velho, localizada na Rua Augusta. "Como hoje não tem mais moda, porque pode tudo, ele ousa do jeito que quer e está na lei."

 

Na miscelânea de tipos e desenhos, Tiago cita os "modelos" mais procurados. As costeletas mais pedidas, por exemplo, são aquelas retas, mais longas, até a altura da orelha. O que não impede os mais ousados de moldarem seus rostos com uma do tipo Elvis Presley ou Wolverine, cultuado personagem de HQ.

 

Cavanhaques também estão em alta. Além do modelo "cheio", aquele que junta com o bigode, outra forma bem procurada é a que concentra os pelos apenas no queixo. Só que, em vez do estilo desgrenhado "barba de bode", tem desenho bem definido, aparado, deixando um leve volume no queixo. Seria algo mais discreto do que o que é usado pelo vocalista e guitarrista James Hetfield, do Metallica.

 

 

Ousado e moderno. Christian Ribeiro (à esquerda) optou pela costeleta "Wolverine", enquanto Bruno Autran (à direita) adotou o estilo Johnny Depp.

 

 

A novidade é o retorno dos bigodes, porém, com formato exótico. "O pessoal mais alternativo deixa apenas um fiapinho em cima da boca, num estilo que lembra os malandros cariocas dos anos 30", avisa Tiago. "Nos Estados Unidos, está forte o do tipo Salvador Dali, com ponta maior e enrolado com ajuda de cera de cabelo. Mas, aqui no Brasil, essa onda ainda não chegou."

 

A barba campeã entre os homens hoje é aquela "cuidadosamente mal feita", principalmente para quem não precisa encarar um ambiente de trabalho que pede formalidade. Para quem pensa em dar uma reformulada no visual, o barbeiro aconselha levar a foto de alguém com o modelo desejado. Tiago conta que muitos clientes se inspiram em personagens de filmes e, mais ainda, em músicos de bandas.

 

 

SERVIÇO:

Barbearia 9 de Julho: Rua Augusta, 1371, Loja 105, Tel.: 3283-0170