Resultados do último Pisa saem na terça, em Bruxelas

Renata Cafardo - O Estado de S.Paulo

Mais de 9 mil alunos de 15 anos no Brasil fizeram as 80 questões do último Pisa no ano passado. Eles foram escolhidos por amostra entre escolas públicas e particulares em 390 municípios do País. Os resultados dos brasileiros e de outras 57 nações que participaram da prova serão divulgados pela OCDE na terça-feira, em Bruxelas, com eventos também em Paris, Washington e Londres. Mais de 400 mil adolescentes fizeram o exame no mundo todo. O material proveniente do Pisa é a mais rica análise da educação mundial. Além das notas para leitura, matemática, ciência e solução de problemas, há relações entre infra-estrutura das escolas, classe social dos estudantes, escassez de professores com o desempenho dos estudantes no exame, comparações entre gêneros e outras. Esta será também a primeira vez em que o Brasil poderá analisar seus resultados frente aos de outros cinco países latinos - Argentina, Chile, Colômbia, Uruguai e México. As quatro primeiras nações - assim como os brasileiros - não fazem parte da OCDE e são convidadas a participar da prova. O País paga cerca de US$ 50 mil por ano, além dos custos da aplicação do exame. A participação do Brasil foi decidida no fim da década de 90, ainda durante o governo Fernando Henrique Cardoso e ganhou cada vez mais apoio com o aumento da importância do exame. "O Pisa foi essencial para que o Brasil aprendesse a fazer avaliação e hoje é a melhor maneira de comparar países em educação", diz o presidente do Instituto Nacional de Pesquisas e Estudos Educacionais do Ministério da Educação (Inep/MEC), Reynaldo Fernandes. Os resultados do exame foram usados no País para a composição das metas relativas ao Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que deverão ser alcançadas pelas escolas brasileiras até 2022.