Resíduo fechou parte de rio em Bangladesh

Ana Bizzotto - O Estado de S.Paulo

Medidas adotadas por vários países ajudam a minimizar impactos

Países europeus e, mais recentemente, africanos, asiáticos, os Estados Unidos e a Austrália adotaram políticas para tentar reduzir o consumo de sacolas plásticas. Apesar de recentes, algumas dessas medidas conseguiram mudar o hábito dos moradores e diminuir o uso do produto. A Irlanda foi um dos pioneiros em estabelecer taxa para as sacolinhas, em 2002. Com a cobrança, o país conseguiu reduzir em 90% o consumo desse tipo de embalagem plástica.Bangladesh também vetou o ingresso de sacolinhas plásticas em seu território, substituindo-as pelas de juta. A política foi adotada depois que a poluição provocada pelas sacolas chegou ao ponto de obstruir afluentes do Rio Ganges e prejudicar o sistema de drenagem da capital Daca. Na Alemanha e Holanda, a maioria dos supermercados substitui a sacola plástica pela de papelão. Na Itália, as sacolinhas de plástico serão proibidas a partir de 2010. Os supermercados, que já cobram cerca de 0,05 por unidade, só poderão fornecer modelos biodegradáveis. O país sedia uma das maiores empresas produtoras de sacolas biodegradáveis do mundo.COBRANÇANos Estados Unidos, a primeira cidade norte-americana a banir o uso das sacolas plásticas foi São Francisco, em 2007. As únicas permitidas são as biodegradáveis, as retornáveis e as de papel reciclado. Cidades como Nova York e Seattle propuseram agora taxas para as sacolas, mas as medidas ainda não foram aprovadas. No Estado da Columbia, o governo propôs uma lei que proíbe não apenas as plásticas, mas também as de papel. No ano passado, a China proibiu a distribuição gratuita de sacolas plásticas e a produção, venda e uso de unidades com espessura inferior a 0,025 milímetros. A medida obriga os comerciantes a exibir claramente e não adicionar o valor aos produtos. Em Hong Kong, medida semelhante foi adotada para tentar diminuir o consumo, que chega a 8 bilhões de sacolas por ano. Já a África do Sul proibiu sacolas plásticas de espessura fina e impôs taxas para as mais espessas. O comerciante que infringir as regras paga multa e pode até ser preso. SAIBA MAISNorma da ABNT: Para a Associação Brasileira de Normas Técnicas, um plástico biodegradável precisa ter 90% de sua estrutura transformada em gás carbônico e água em 180 dias Sacolas plásticas tradicionais: Feitas principalmente de polietileno, material derivado do petróleo, que é uma fonte não renovável de energia. O plástico é altamente combustível, com valor aproximado de 5,5 quilowatt-hora por quilo. O lixo urbano como um todo tem poder combustível de 1,3 kWh/kg Sacolas oxibiodegradáveis: Recebem um aditivo pró-oxidante com sais metálicos que acelera a degradação do plástico. É classificada como ?totalmente degradável? pelo principal revendedor, que estabelece prazo de 18 meses para ela se degradar. Críticos alegam que os aditivos contaminam o meio ambiente Sacolas biodegradáveis: Feitas com polímeros à base de amido ou cana-de-açúcar, ainda não são produzidas em escala comercial no Brasil. Polietileno verde: Produzido a partir da cana-de-açúcar, esse material é fabricado no Brasil. Custa mais que o polietileno comum, mas com vantagem de ser de fonte renovável Sacolas retornáveis: Feitas de materiais mais duráveis como tecido, lona e plástico mais resistente, começaram a ser vendidas recentemente pelos supermercados. Antes de a sacolinha plástica se popularizar, as compras eram feitas com retornáveis e carrinhos de feira