Produtores adotam as técnicas desenvolvidas na escola

José Maria Tomazela, SOROCABA - O Estado de S.Paulo

O produtor rural Ariovaldo Fellet, dono da fazenda Lagoa Bonita, em Itaberá, sudoeste paulista, costuma dizer que o bom agrônomo é aquele que tem os pés na terra e a cabeça nos astros. "Não basta ter bom olho para o campo, é preciso conhecer e dominar as novas tecnologias." Para cultivar 5 mil hectares de grãos por ano, cercou-se de oito agrônomos especializados em agricultura de precisão.Quatro são formados pela Esalq, entre eles sua filha, Vanessa, que atende a área comercial. "A fazenda é uma indústria de alimentos e precisa ser administrada como empresa", diz. Os agrônomos atendem não apenas a produção, mas acompanham a colheita e a pós-colheita, que inclui a comercialização. A fazenda é modelo: a área é de plantio direto sobre a palha da cultura anterior - sem revolver o solo, e boa parte irrigada com água produzida na propriedade. Máquinas têm piloto automático e GPS. A fazenda adquiriu um sistema para resfriamento das sementes que garante maior durabilidade e poder de germinação. E possui uma estação meteorológica.Fellet adotou uma técnica desenvolvidas na Esalq: o adensamento de culturas. Pesquisadores da universidade contribuíram para avanços nas áreas citrícola, sucroalcooleira, de produção de café e de grãos. A instituição também expandiu o conhecimento em controle biológico, manejo de animais silvestres, agronegócio, biologia celular e molecular, e foi berço da entomologia, nematologia e acarologia no País.