Produto original deve trazer marca metalizada

Lígia Formenti - O Estado de S.Paulo

As regras para combater a falsificação de remédios ganharam força no País depois do escândalo das pílulas anticoncepcionais feitas de farinha em vez de hormônios, em 1998. De lá para cá, uma série de dispositivos foi criada para dificultar a ação de quadrilhas, uma vez que o preço mais baixo das falsificações costuma ser atraente para os consumidores.Uma das mais importantes medidas foi a alteração da embalagem. Os medicamentos vêm hoje numa caixa com um símbolo revestido com material metalizado que, ao ser raspado, tal como as "raspadinhas" lotéricas, expõe a palavra "qualidade" e a logomarca do fabricante. Além da "raspadinha", remédios precisam apresentar também um lacre para caixas e frascos que, quando retirado, deve deixar um marca, indicando que o produto já foi utilizado. Medicamentos líquidos, como soros e xaropes, devem vir com lacre. Além disso, bulas têm de obedecer uma série de critérios. Não podem, por exemplo, ser uma fotocópia. As regras vão além da apresentação. Para evitar falsificações, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) editou normas para controle e fiscalização de distribuidoras de medicamentos. Para funcionar, distribuidoras precisam ter autorização de funcionamento fornecida pela agência e ficam obrigadas a colocar em toda embalagem um selo com seu logotipo. O comércio de remédios falsificados é classificado como crime hediondo. No caso de flagrante, quem vende é detido e o estabelecimento pode ser lacrado pela Anvisa.