Poder para escolher a dedo

Agencia Estado - O Estado de S.Paulo

No próximo dia 5, às 21 h, o AXN enfim leva ao ar a terceira temporada de ?Lost?. Mas o público terá de esperar semanas para ver Santoro em ação. Como Paulo, ele faz uma aparição no terceiro episódio, intitulado ?Further Instructions?. Ali, contracena com Jonh Locke, de ?Terry O?Quinn?. Santoro vive um dos 48 sobreviventes do acidente com o vôo 815. E, como assinou contrato de apenas um ano, seu personagem deve morrer antes do fim da temporada. Conte sobre as dificuldades de atuar no exterior. É difícil para um estrangeiro conseguir papéis interessantes que não sejam estereotipados. Lá fora o mercado é enorme e oferece inúmeras oportunidades, mas ao mesmo tempo a competição também é grande.E o convite para ?Lost?? Há dois anos fui convidado para participar do seriado ?Alias?. À época, gravava a microssérie ?Hoje é dia de Maria? e não era possível conciliar agendas. Passou um tempo, tinha acabado de filmar o longa ?Não por acaso? e os mesmo produtores fizeram um novo contato. Desta vez, era para ?Lost?. Como é participar de uma série tão bem-sucedida? A série é extremamente popular e atinge espectadores no mundo inteiro. Eu me sinto honrado. Já teve um feedback desta participação em ?Lost?? A série está no começo e ainda não percebi este feedback do público. Em relação à imprensa americana, sim. O seriado é querido e notei um reconhecimento pela minha participação. Os atores de Lost falam que a grande dificuldade de atuar na série é nada saber do personagem. É isso? Está sendo uma experiência muito interessante, diferente de tudo que já fiz. O ator, na condição de ser humano, tende a querer controlar as coisas. Trabalhar desta forma o coloca numa situação desconfortável e o obriga a viver o momento. Quais as grandes diferenças entre fazer TV no Brasil e nos EUA? A qualidade da TV brasileira é indiscutível. O ritmo de trabalho é bem parecido, mas para mim a diferença é que estou trabalhando em outro idioma e cultura.Cinema é sua preferência? Não nego que estou encantado com cinema. Tive experiências que muito me acrescentaram, mas não é uma preferência. Vejo importância tanto no teatro e na TV quanto no cinema. Você é muito seletivo nos trabalhos que escolhe? Ser seletivo é importante e procuro seguir meus instintos. Acredito que a escolha certa é aquela que parece estar certa para você. Ainda tem disposição para fazer novelas? Aprendi muita coisa fazendo TV e acredito na sua importância. Ainda tenho disposição para fazer muita coisa e não vejo motivos para ficar descartando possibilidades.