''''Pentecostais são o maior desafio para Igreja''''

Efe - O Estado de S.Paulo

Presidente do Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos, o cardeal Walter Kasper admite que "o diálogo ecumênico está parado" e que os cultos pentecostais são os maiores desafios para a Igreja atualmente. As declarações do cardeal alemão foram publicadas ontem em jornais argentinos. Ele está de passagem por Buenos Aires. "Há menos euforia pelo diálogo ecumênico", que foi impulsionado pelo papa João Paulo II. Nos dias de hoje, o cardeal acredita que o processo está "mais lento". "O crescimento das Igrejas Pentecostais e algumas diferenças entre elas, por exemplo em questões de bioética, como aborto e eutanásia, dificultam ainda mais as coisas", afirmou. Kasper destacou também a diferença entre os protestantes tradicionais e as novas seitas evangélicas. "O papa Bento XVI disse que fora da Igreja Católica não existe um vazio eclesial. Com os ortodoxos, o principal problema é a primazia do papa e com os protestantes a questão do ministério e da sucessão apostólica", explicou. Em relação aos últimos, o cardeal esclareceu que o problema não está nas históricas Igrejas Protestantes, mas nas seitas e nos movimentos pentecostais e evangélicos. "O proselitismo agressivo e a fascínio que esses grupos despertam fazem com que a Igreja tenha seu rebanho de fiéis cada vez menor", afirmou, acrescentado que nem os instrumentos usados nem os objetivos desses grupos são "puramente espirituais".